PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Clínicas alegam prejuízo após novo teto para exames da CNH

Siga no

Compartilhar matéria

Clínicas credenciadas ao Detran em Minas afirmam que o novo teto para os exames médico e psicológico da CNH tornou a atividade economicamente inviável.

Segundo a Associação das Clínicas de Trânsito do Estado de Minas Gerais (ACTRANS-MG), o valor compromete a manutenção das unidades e pode levar ao fechamento de clínicas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na última semana, a Justiça Federal determinou que o valor máximo de R$ 180, o equivalente a R$ 90 por avaliação, seja aplicado em todo o país para primeira habilitação, inclusão de categoria e renovação da carteira de motorista.

A presidente da ACTRANS-MG, Adalgisa Lopes, afirma que o valor fixado não cobre os custos operacionais das clinicas:

“Além do atendimento, as clínicas fazem a foto, coletam a biometria, acessam o sistema e inserem todos os dados. Para realizar esse processo, é preciso manter uma equipe. Com o valor de R$ 90, as clínicas não conseguem se sustentar”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A entidade teme uma onda de descredenciamentos caso não haja revisão da medida. O impacto, segundo Adalgisa, tende a ser mais severo no interior do estado, onde o volume de atendimentos é menor.

“Nas clínicas menores do interior, o impacto é ainda maior, porque o volume de atendimentos é muito inferior ao de Belo Horizonte. As pessoas vão precisar se deslocar para os grandes centros, viajando 200, 300 quilômetros para conseguir atendimento”, afirma a presidente.

No início do mês, o TCE-MG suspendeu a redução dos valores por risco de interrupção dos serviços. Com a decisão, os dois exames chegaram a R$ 443 em Minas.

No entanto, com a decisão posterior da Justiça Federal, o teto nacional de R$180 voltou a ser obrigatório. A ACTRANS afirma que voltou à Justiça para tentar reverter ou revisar o valor:

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“A gente faz um trabalho sério e necessário para segurança do trânsito. Estamos tentando medidas judiciais para provar que não se pode fazer políticas públicas em detrimento de um trabalho honesto de médicos e psicólogos.”

Procurado pela reportagem, o Detran-MG não se manifestou sobre a possibilidade de revisão dos valores para garantir a sustentabilidade das clínicas credenciadas.

Compartilhar matéria

Siga no

Julia Almeida

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Produtora de Rádio e TV da 98 News (Rede 98), com passagem pela Assessoria de Imprensa da ArcelorMittal Brasil.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Brasil

Brasil tem 1,074 milhão de pessoas desempregadas há 2 anos ou mais, revela IBGE

Santo Rosário do Frei Gilson mobiliza fiéis nas madrugadas da Quaresma 2026

Buscas por Mpox disparam pós-Carnaval e SUS detalha estratégia contra a doença no Brasil

Hackers do Bem abre 25 mil vagas para cursos gratuitos em cibersegurança

MEC divulga pré-seleção do Fies no primeiro semestre

Integrante do Barbatuques é internado em estado gravíssimo

Últimas notícias

Pacheco 2026. A candidatura que já existe, antes de existir

Cruzeiro terá ataque praticamente reserva contra o Pouso Alegre; veja a provável escalação

Cleitinho critica possível filiação do goleiro Bruno a partido político

Play Minas leva cultura gamer e inovação para Santa Rita do Sapucaí

Athletic negocia com ídolo do Cruzeiro para ser o novo técnico da equipe

Fãs de Bad Bunny formam filas para as primeiras apresentações do artista no Brasil, em São Paulo

Lomónaco espera nova investida do Atlético após acerto com treinador

Decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas coloca em xeque US$ 133 bi já arrecadados

STF devolve à CPMI do INSS acesso aos dados sigilosos de dono do Banco Master