Na manhã desta sexta-feira (20/2), a Suprema Corte dos Estados Unidos anunciou a derrubada das tarifas amplas impostas pelo presidente Donald Trump ao Brasil e a diversos outros países, como a China. Sob a decisão, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) declarou que “acompanha com atenção” e, apesar de olhar para as medidas com otimismo, ainda prega cautela.
Segundo a FIEMG, a decisão da Suprema Corte não elimina “todas as restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos”, e que ainda não há clareza se os valores cobrados pela Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) até agora poderão ser reembolsados. Além disso, faltam definições concretas sobre “prazos, procedimentos ou data de suspensão da cobrança, que dependerá de atos formais das autoridades norte-americanas”, explicou.
As políticas monetárias do ‘Tariçafo’ de Trump entraram em vigor em agosto do ano passado, e a FIEMG afirma que, desde o início, defendeu o diálogo entre os países. Além disso, a entidade afirma se manter atenta para possíveis “novas reações do governo norte-americano, inclusive com novas medidas executivas”.
”É um passo importante, mas o cenário ainda é incerto. O que a indústria precisa agora é previsibilidade. Seguiremos atentos e defendendo condições equilibradas para a indústria mineira no comércio internacional”, afirmou Flávio Roscoe, presidente da FIEMG.