O Governo de Minas Gerais lançou nessa segunda-feira (8/6) o Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais para o período de 2026 a 2031. O documento estabelece diretrizes para ações de prevenção, monitoramento e combate a incêndios em vegetação em todo o estado e prevê investimentos de R$ 440 milhões ao longo dos próximos cinco anos.
Segundo o governo, os recursos serão destinados à contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, aquisição de equipamentos, ampliação de sistemas de monitoramento e fortalecimento da infraestrutura de comunicação utilizada nas operações de combate ao fogo.
Durante o lançamento, também foi apresentada a edição 2026 do programa Minas Contra o Fogo, que reúne as ações operacionais previstas no plano.
De acordo com o Estado, a proposta foi elaborada com a participação de órgãos públicos, instituições ambientais, forças de segurança, universidades e entidades parceiras. O objetivo é ampliar a integração entre os órgãos envolvidos e estabelecer metas e responsabilidades para atuação conjunta diante dos incêndios florestais.
Entre as medidas previstas está a instalação de oito Bases Operacionais Avançadas em unidades de conservação consideradas estratégicas. Uma das novas estruturas deverá ser implantada na região da Serra do Papagaio, no Sul de Minas.
A comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Jordana Daldegan, afirmou que a meta é reduzir a área atingida pelos incêndios e tornar mais rápida a resposta aos focos registrados no estado.
O plano foi apresentado em um cenário de preocupação com os efeitos das mudanças climáticas. Nos últimos anos, Minas Gerais registrou períodos de estiagem prolongada, temperaturas elevadas e condições que favorecem a ocorrência e a propagação de incêndios em áreas de vegetação.
Segundo o governo, as equipes técnicas também irão monitorar possíveis impactos de fenômenos climáticos globais, como o El Niño, que podem aumentar o risco de secas e ondas de calor.
Atualmente, o Corpo de Bombeiros mantém ações de prevenção e capacitação voltadas ao enfrentamento dos incêndios florestais, incluindo formação de brigadistas, cursos especializados, uso de drones e plataformas de monitoramento em tempo real. Durante os períodos mais críticos, também são mobilizadas estruturas especializadas, como a Força-Tarefa Previncêndio, responsável pela coordenação das operações de combate em diferentes regiões do estado.
