O deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) acusou aliados de Flávio Bolsonaro (PL) de tentar tumultuar o segundo turno das eleições presidenciais para contestar uma possível derrota nas urnas. Em publicação nas redes sociais neste domingo (25/10), o parlamentar afirmou que integrantes do grupo político teriam adotado medidas para dificultar o acesso de eleitores aos locais de votação.
Segundo Cortez, que integrou a equipe digital da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, pesquisas internas da campanha de Flávio Bolsonaro teriam indicado uma vantagem maior do petista na disputa presidencial.
“Ontem à noite, pesquisas internas da campanha do Flávio começaram a prever a vitória de Lula por margem maior do que esperado”, escreveu o deputado eleito. Na avaliação dele, diante desse cenário, os adversários teriam decidido “tumultuar a eleição para cavar um golpe”.
Cortez também acusou prefeitos alinhados ao bolsonarismo de prejudicar o transporte público para impedir o comparecimento de eleitores às urnas. O parlamentar relacionou as supostas ações à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação. As acusações apresentadas pelo deputado não foram acompanhadas de provas na manifestação reproduzida.
O deputado eleito afirmou ainda que integrantes do grupo político de Flávio Bolsonaro estariam utilizando a prorrogação da votação para questionar a legitimidade do processo eleitoral.
Guilherme Cortez também alertou para a possibilidade de instabilidade política após a eleição e defendeu a mobilização de apoiadores do processo eleitoral. “Próximas semanas de instabilidade. Trump vai reconhecer o resultado das eleições e nós precisamos ir pra rua defender o processo eleitoral”, declarou.