O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar o fim da escala de trabalho 6×1 e cobrou que o adversário também defenda o voto favorável do PL à proposta. A declaração foi feita nesta quarta-feira (7/10), durante uma reunião, em Brasília, com lideranças jovens e candidatos bem votados do PT. No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública e uma participação maior da União no combate ao crime.
Ao tratar da jornada de trabalho, Lula afirmou que a proposta está no Senado e disse que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, assumiu o compromisso de colocar o tema em votação após o primeiro turno das eleições. O petista pediu que parlamentares divulguem a proposta entre seus eleitores e expliquem os efeitos da mudança.
“Quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável e desafio ele a pedir pro PL votar favorável”, afirmou Lula.
O presidente criticou a possibilidade de deixar a redução da jornada para acordos entre empregados e empregadores. Segundo ele, a mudança deve garantir cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.
“Eles estão inventando uma história: ‘Não, é melhor negociar com o patrão’, como se num acordo leonino o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, declarou.
Segurança pública
Durante o encontro, Lula também defendeu a PEC da Segurança Pública e afirmou que a proposta busca ampliar a participação da União no setor. Segundo o presidente, o atual modelo, que concentra nos estados parte central das responsabilidades pela segurança, não tem sido suficiente para enfrentar o crime.
“Nós estamos querendo que a União possa participar ativamente do processo de segurança pública neste país. Porque o que está provado é que os estados sozinhos não deram conta”, afirmou.
Lula citou o reforço da atuação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do sistema penal entre as medidas defendidas pelo governo. Ele afirmou ainda que 138 presídios regionais seriam transformados em unidades de segurança máxima para combater a atuação de organizações criminosas, citando Comando Vermelho e PCC.
O presidente também vinculou a aprovação da PEC à criação de um Ministério da Segurança Pública e ao funcionamento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
“E o nosso lema é o seguinte: para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui para frente”, declarou.