O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rebateu neste domingo (25/10) críticas sobre sua atuação em decisões envolvendo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Durante entrevista coletiva sobre o segundo turno das eleições de 2026, o magistrado foi questionado sobre alegações de que teria beneficiado a campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
A pergunta também abordou a interrupção de julgamentos nos quais, segundo a jornalista que fez o questionamento, já havia maioria formada favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em resposta, Nunes Marques diferenciou as atribuições administrativas da presidência do TSE das decisões judiciais tomadas pelos integrantes da Corte.
“Primeiro é importante que se delimite a atuação administrativa, que é competência da presidência do tribunal, e a jurisdição, que é competência de todos os membros do tribunal”, afirmou.
Ministro nega atuação de ofício
Ao comentar as decisões relacionadas aos canais de WhatsApp, Nunes Marques afirmou que as medidas adotadas pela presidência do TSE ocorreram após o recebimento de demandas encaminhadas ao tribunal.
“A presidência do TSE, durante todo o processo eleitoral, em nenhum episódio agiu de ofício ou agiu exercendo poder de polícia”, declarou.
Nunes Marques afirma que mais de 80% das decisões foram confirmadas
O presidente do TSE também respondeu às críticas sobre sua condução dos processos eleitorais. Segundo ele, a maior parte das decisões submetidas à análise dos demais ministros recebeu confirmação.
“Em relação a críticas, elas são bem-vindas”, disse Nunes Marques. O magistrado acrescentou que, com exceção das decisões mais recentes, tomadas em um período sem sessões do plenário virtual, mais de 80% de suas decisões levadas a referendo foram confirmadas.