A nova ata da Comissão Executiva Estadual do Republicanos em Minas Gerais mantém em aberto a definição dos candidatos da legenda aos cargos de governador, vice-governador e senador nas eleições de 2026. O documento, registrado nesta quinta-feira (6/8), não apresenta nomes para a disputa majoritária e autoriza o presidente estadual do partido, Euclydes Marcos Pettersen Neto, a definir os filiados que serão registrados dentro do prazo legal.
A deliberação ocorre em meio à crise envolvendo o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que vive uma sequência de anúncios e recuos sobre uma possível candidatura ao Governo de Minas. A ata foi aprovada após reunião da direção estadual realizada na quarta-feira (5/8), com base nos poderes delegados pela convenção estadual do partido, realizada em 25 de julho.
No documento, o Republicanos afirma que disputará de forma isolada os cargos de governador, vice-governador e senador da República, além dos respectivos suplentes. No entanto, a legenda não aponta quem serão os candidatos. A lista de nomes para os cargos majoritários aparece como “não há candidatos a declarar”.
A ata também prevê que, caso o presidente estadual do partido não registre dois candidatos ao Senado, o Republicanos poderá declarar apoio a nomes de outras legendas para a disputa.
Impasse com Cleitinho
A indefinição acontece após uma semana de tensão entre Cleitinho e a direção do Republicanos. O senador havia anunciado que não disputaria o Governo de Minas após uma reunião com dirigentes da legenda em Brasília, mas voltou atrás menos de 24 horas depois e pediu publicamente que o partido garantisse sua candidatura ao Palácio Tiradentes.
A movimentação ocorreu depois de meses de incerteza. Desde o fim de 2025, Cleitinho alternou declarações de pré-candidatura, adiamentos e momentos em que colocou em dúvida sua permanência na disputa.
Em julho, a convenção estadual do Republicanos terminou sem uma definição sobre a candidatura ao governo. Na ocasião, a legenda informou que respeitaria a decisão do senador sobre participar ou não da eleição.
Dias depois, a direção nacional do partido afirmou que Cleitinho não seria candidato ao Governo de Minas, alegando que a ausência dele na convenção havia gerado consequências. O senador, porém, confirmou a intenção de disputar o cargo e apresentou o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, como possível vice.
Após a nova reviravolta, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou que a decisão de não lançar Cleitinho estava mantida e classificou o assunto como “página virada”.
Mesmo sem citar nomes, a nova ata mantém formalmente aberta a possibilidade de composição para a disputa majoritária em Minas. A definição dos candidatos ficou sob responsabilidade da direção estadual do partido, comandada por Euclydes Pettersen.