A indicação da advogada e empresária Luciana Duca Costa, mãe do presidente estadual do PSB, Otacílio Costa, para a primeira suplência da candidatura de Marília Campos (PT) ao Senado tem provocado desconforto entre lideranças da aliança formada por PT, PCdoB, PV e PSB em Minas Gerais. Conforme apurou a Rede 98, integrantes da coligação avaliam que a escolha gerou desgaste político e não descartam uma mudança antes do registro definitivo das candidaturas.
Na madrugada desta quinta-feira (6/8), o PSB oficializou a composição da chapa com o PT e anunciou Luciana Duca Costa como primeira suplente de Marília Campos. O partido também definiu o ex-prefeito de Guaranésia e ex-assessor do senador Rodrigo Pacheco, Laércio Cintra, como segundo suplente.
Bastidores apontam incômodo com indicação
Segundo uma fonte ouvida pela Rede 98, sob condição de anonimato, a indicação foi recebida com forte resistência nos bastidores da aliança. A avaliação é que o espaço poderia ter sido ocupado por outro nome do PSB com maior trajetória política e representatividade, evitando o desgaste causado pela escolha de um familiar do presidente estadual da legenda.
Ainda conforme esse interlocutor, a decisão passou a ser questionada logo após ser comunicada aos partidos da coligação. A fonte afirma que o tema segue em discussão e que existe a possibilidade de a indicação ser revista antes do prazo final para o registro das candidaturas.
Aliança foi fechada após dias de negociação
A definição da suplência ocorreu junto com o acordo que oficializou a entrada do PSB na chapa encabeçada por Patrus Ananias (PT). Como mostrou a Rede 98 ao longo da semana, as negociações passaram por diferentes cenários, incluindo uma possível candidatura própria do PSB ao Senado e conversas com o PDT, antes de a legenda optar por reproduzir em Minas Gerais a aliança nacional com o PT.
O entendimento foi formalizado na noite de quarta-feira (05/8), com a indicação do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares para a vaga de vice-governador. Coube ao PSB também indicar os suplentes da candidatura de Marília Campos ao Senado, decisão que agora passou a ser alvo de questionamentos nos bastidores da própria aliança.