O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de um adesivaço em Belo Horizonte na manhã desta terça-feira (18/8), ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do candidato ao Governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe (PL). Durante o evento, o senador apresentou propostas para um eventual governo e fez críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os temas abordados, Flávio falou sobre economia, relação com o Supremo Tribunal Federal (STF), composição do Congresso e combate à corrupção. Ao comentar as fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), citou o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
“Vamos responsabilizar aquelas pessoas que tiveram a pachorra de roubar dinheiro de aposentado, como, ao que tudo indica, é o filho do Lula”, afirmou.
A fala faz referência à suposta relação entre Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger, alvo nos últimos meses mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e valores e determinação para uso de tornozeleira eletrônica no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de fraudes no INSS.
Propostas para um eventual governo
Ao falar sobre economia, Flávio Bolsonaro defendeu redução de impostos, corte de ministérios e diminuição da burocracia. Segundo ele, o objetivo seria equilibrar as contas públicas e criar condições para a queda dos juros e a geração de empregos.
O senador também afirmou que pretende fortalecer o poder de compra da população e criticou o endividamento das famílias brasileiras.
Na área institucional, Flávio afirmou que pretende manter uma relação positiva com o STF. Ele disse que o próximo presidente poderá indicar quatro ministros para a Corte e afirmou que escolheria nomes contrários ao aborto e às drogas, além de defensores da Constituição.
“Eu só quero paz para governar”, declarou.
Flávio também afirmou que espera contar com um Congresso Nacional mais alinhado à direita e defendeu mudanças na estrutura do governo federal.
O adesivaço em Belo Horizonte faz parte da mobilização política do grupo para as próximas eleições. Durante o evento, Flávio afirmou que Minas Gerais terá papel estratégico na disputa nacional.