O senador e candidato ao governo de Minas Cleitinho Azevedo (Republicanos) rompeu a aliança política construída com o candidato ao Senado Marcelo Aro (PP) para as eleições deste ano. Segundo integrantes da Executiva Estadual do Republicanos ouvidos pela Rede 98, a decisão é definitiva. Com o rompimento, o candidato a vice-governador Luís Eduardo Falcão assume a coordenação da campanha e a chapa permanece sem definição sobre quem apoiará para as duas vagas ao Senado. Este é o segundo rompimento político de Marcelo Aro durante a campanha, após a crise com o governador Mateus Simões (PSD).
Apesar de caminharem juntos desde a confirmação da candidatura de Cleitinho, no último dia 7 de agosto, Marcelo Aro nunca integrou oficialmente a chapa do Republicanos. Como disputará o Senado pela Federação União Progressista (União Brasil-PP), sua participação ao lado de Cleitinho ocorria apenas em agendas de campanha e atos políticos, sem possibilidade de aparecer no material eleitoral conjunto ou no santinho da chapa.
Segundo integrantes do Republicanos, divergências entre integrantes das duas campanhas tornaram inviável a manutenção da parceria. A partir de agora, Cleitinho seguirá sem declarar apoio a qualquer candidato ao Senado.
No dia 7 de agosto, quando o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, confirmou a candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas durante uma chamada de vídeo, Marcelo Aro participou da coletiva em Divinópolis, acompanhou o senador no evento e esteve presente nas negociações com a direção nacional do partido. A expectativa era de que ambos dividissem o mesmo palanque ao longo da campanha.
Com o rompimento, Marcelo Aro passa a disputar o Senado apenas com o apoio da Federação União Progressista, sem o respaldo de um candidato ao governo de Minas.
Segundo rompimento em poucas semanas
O fim da parceria com Cleitinho ocorre poucas semanas depois de Marcelo Aro também romper politicamente com o governador Mateus Simões (PSD).
No fim de julho, Aro deixou a pré-candidatura ao Senado para tentar viabilizar uma candidatura ao governo de Minas após as indefinições envolvendo Cleitinho. A movimentação provocou uma crise na base governista e levou Mateus Simões e o ex-governador Romeu Zema (Novo) a acusarem o então aliado de traição. Em resposta, Aro afirmou que havia sido o verdadeiro traído e acusou o governador de mentir sobre as conversas entre ambos.
Dias depois, com a definição do PL pela candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas, a Federação União Progressista retornou à base de Mateus Simões, e Marcelo Aro voltou à disputa pelo Senado.
Agora, em menos de um mês, Aro vê desfeita a segunda articulação política construída para a campanha de 2026.