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Gabriel Azevedo defende prevenção na saúde e integração do transporte na Grande BH

Por Igor Teixeira Rede 98
20/08/2026 14:50 Atualizado há 1 hora
(Foto: Igor Teixeira/ 98News)

O candidato ao governo de Minas Gabriel Azevedo (MDB) defendeu maior investimento em prevenção para reduzir a superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a continuidade do Rodoanel Metropolitano, a integração tarifária do transporte público e o aproveitamento de linhas ferroviárias na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Durante encontro promovido pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), nesta quinta-feira (20/8), ele também prometeu não privatizar a Cemig, defendeu maior participação das prefeituras na fiscalização dos serviços de água e energia e propôs reuniões semestrais entre o governo estadual e os municípios para discutir o planejamento metropolitano.

A sabatina da Granbel colocou em debate temas que afetam diretamente os municípios da Grande BH, como saúde, mobilidade, serviços públicos e planejamento urbano. Azevedo foi um dos cinco candidatos que participaram do encontro na sede da CDL-BH, em Belo Horizonte.

Prevenção para desafogar as UPAs

Na primeira pergunta, sobre a superlotação das UPAs e as filas na saúde pública, Gabriel afirmou que parte da pressão sobre as unidades ocorre porque problemas que poderiam ser identificados e tratados antes acabam se agravando.

O candidato chamou essas etapas anteriores de “degraus invisíveis” da saúde. Ele citou como exemplo doenças cardiovasculares que poderiam ser prevenidas com acompanhamento da pressão arterial e do colesterol, prática de exercícios físicos e alimentação adequada.

Gabriel defendeu a integração digital das informações de saúde dos pacientes. Segundo ele, a rede pública ainda sofre com falta de comunicação entre diferentes atendimentos e serviços.

A proposta apresentada pelo candidato inclui ações preventivas, incentivo ao esporte e à atividade física, alimentação adequada e uso da telemedicina.

“Nós queremos atuar, sobretudo, na prevenção”, afirmou.

Para Gabriel, o Estado também deve coordenar as políticas municipais de saúde para evitar ações isoladas e reduzir a pressão sobre hospitais e unidades de urgência.

Integração do transporte e continuidade do Rodoanel

Ao responder sobre transporte público e integração tarifária, Gabriel defendeu a continuidade do projeto do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte. Ele afirmou que não pretende interromper projetos apenas por terem sido iniciados por outra gestão.

“Qualquer candidato que se diga contrário ao Rodoanel joga contra a Região Metropolitana de BH”, declarou.

Gabriel defendeu a criação de regras mais claras para consultas às comunidades afetadas por grandes projetos. Segundo o candidato, o governador deve articular a bancada federal de Minas para discutir a legislação sobre o tema.

O candidato também citou a antiga Companhia de Transportes Urbanos da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Metrobel) ao defender uma gestão integrada da mobilidade. Na avaliação dele, a falta de uma estrutura metropolitana contribuiu para que os municípios desenvolvessem políticas próprias sem uma coordenação regional.

Gabriel afirmou que a integração tarifária precisa considerar os contratos de transporte existentes em cada município. O candidato lembrou que, quando presidiu a Câmara Municipal de Belo Horizonte, participou de discussões com presidentes de outras câmaras da Grande BH sobre o assunto.

Ele também defendeu um sistema que facilite o pagamento das passagens, inclusive com cartões bancários, sem a necessidade de diferentes cartões para cada rede de transporte.

Outro ponto apresentado foi o aproveitamento de linhas ferroviárias atualmente sem uso para ampliar as opções de deslocamento na Grande BH. Gabriel citou os passageiros que saem de Santa Luzia e de outros municípios para trabalhar na região central de Belo Horizonte.

Gabriel promete manter Cemig pública

Na discussão sobre Cemig e Copasa, Gabriel afirmou que serviços essenciais precisam ter continuidade, qualidade e canais mais rápidos de comunicação entre Estado, empresas e municípios.

Segundo ele, prefeitos e vereadores são cobrados diretamente pela população quando há interrupções no abastecimento de água ou no fornecimento de energia, mesmo quando a solução não depende diretamente do município.

“A Cemig, do meu ponto de vista, já disse algumas vezes, não será privatizada. É o meu ponto de campanha”, afirmou.

Gabriel também defendeu transparência sobre as causas das interrupções e uma participação permanente das prefeituras na discussão e fiscalização dos serviços.

O candidato citou o saneamento básico e afirmou que o tratamento de esgoto também precisa ser considerado uma questão de saúde pública. Segundo Gabriel, municípios menores não podem ficar em segundo plano por apresentarem menor retorno econômico.

População em situação de rua

A quarta pergunta do encontro tratou da população em situação de rua e das responsabilidades dos diferentes níveis de governo no enfrentamento do problema.

Gabriel relacionou a discussão à necessidade de articulação entre Estado, municípios e outras instituições públicas. O candidato defendeu que problemas metropolitanos sejam tratados de forma conjunta, sem deixar toda a responsabilidade sobre as administrações municipais.

Planejamento conjunto para a Grande BH

Na quinta pergunta, sobre planejamento urbano e integração dos municípios da Região Metropolitana, Gabriel defendeu maior participação das universidades na elaboração das políticas públicas.

Professor, o candidato afirmou que estudos acadêmicos e conhecimento técnico não devem ser utilizados apenas de forma protocolar na construção de planos de governo.

“A universidade não pode ser um enfeite para o gestor”, disse.

Gabriel também defendeu melhorias na ligação da Região Metropolitana com o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, e disse que o desenvolvimento da Grande BH precisa ser planejado de forma integrada.

Como compromisso de governo, prometeu realizar encontros semestrais com prefeitos da Região Metropolitana. A proposta é estabelecer compromissos entre o Estado e os municípios e acompanhar, a cada seis meses, o andamento das medidas acertadas.

“Nós vamos fazer política. Chega de governador de Estado que não gosta de política”, afirmou.

Nas considerações finais, Gabriel reforçou que pretende manter diálogo direto com prefeitos e vereadores e colocou a integração metropolitana como uma das prioridades de uma eventual gestão.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.