O senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira (20/8) que já prestou contas de todos os gastos relacionados à produção do documentário “Dark Horse”. A declaração ocorreu durante agenda de campanha realizada em São Paulo.
Questionado por jornalistas sobre as cobranças feitas por adversários políticos para o detalhamento dos custos, o senador respondeu que o assunto é página virada. O parlamentar disse ter visto na imprensa relatórios que comprovariam a regularidade das contas da produção audiovisual.
Flávio atribuiu a prestação de contas a uma perícia anexada por uma produtora ao inquérito que tramita na Polícia Civil de São Paulo. O levantamento contratado indicou gastos na casa dos R$ 75 milhões com o filme, embora o documento não tenha apresentado notas fiscais ou recibos para comprovar as despesas.
Por fim, o candidato voltou suas críticas ao governo federal e mencionou encontros de autoridades com executivos e ex-sócios do Banco Master. Flávio afirmou que eventuais explicações sobre interlocuções com o setor financeiro devem ser prestadas por seus opositores.
“É ele [Lula] que recebe Augusto Lima e Vorcaro lá, prometendo que vai trocar o presidente do Banco Central, para esperar um pouquinho, para não vender o Banco Master para outro banco, não. Quem tem que dar explicação é o Lula”, disse Flávio.
Relembre o caso Dark Horse
O caso “Dark Horse” ganhou repercussão após a divulgação de trocas de mensagens que apontam pedidos de recursos feitos pelo senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Os contatos teriam como pretexto, então, o financiamento do documentário focado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Investigações e apurações em andamento buscam mapear, assim, os valores investidos na produção e a origem dos repasses financeiros. O candidato à presidente, entretanto, alega que a troca de mensagens com Vorcaro foi realizada antes da liquidação do Master. Ele ainda afirma que não tinha conhecimento dos crimes e das ações fraudulentas do empresário, que está preso desde março.