O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que o Brasil amplie parcerias internacionais para explorar recursos estratégicos, como as terras raras, mas condicionou os acordos à produção e industrialização dentro do país. A declaração foi dada durante ato de campanha em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (21/8), ao lado do candidato ao Governo de Minas, Patrus Ananias (PT).
Ao falar sobre as riquezas minerais brasileiras, Lula afirmou que o país não deve repetir um modelo baseado apenas na exportação de matérias-primas e posterior importação de produtos industrializados e de maior valor agregado.
“A gente não quer vender minério e comprar bateria para carro elétrico, a gente quer fazer a bateria aqui” afirmou.
A proposta apresentada pelo presidente é buscar parcerias com outros países para desenvolver a cadeia produtiva das terras raras no Brasil. Lula defendeu que os recursos minerais sejam utilizados para estimular a indústria nacional e para reduzir a dependência brasileira de tecnologias produzidas no exterior.
O tema também apareceu no discurso de Patrus Ananias. O candidato ao governo de Minas citou terras raras, lítio e nióbio e defendeu que os minerais extraídos no estado sejam processados e industrializados no país.
“Nós não podemos continuar exportando matéria-prima e comprando depois a matéria-prima industrializada quatro, cinco, dez vezes mais cara. Nós temos que agregar valor, industrializar as nossas riquezas”, afirmou Patrus.
Lula defende desenvolvimento tecnológico
Durante o discurso, Lula também relacionou a industrialização à formação de jovens e ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. O presidente afirmou que pretende ampliar a preparação dos estudantes em áreas como matemática e tecnologia para reduzir a dependência de outros países.
“Eu quero que você estude, eu quero que você estude matemática, que você estude no mundo digital, porque o Brasil não vai ficar dependendo nem da China, nem dos Estados Unidos para fazer a sua inteligência”, declarou.
Lula também dedicou parte da fala a políticas de inclusão social e educação e relembrou programas implantados em seus governos. O presidente afirmou que ainda considera incompleta a missão iniciada em seus mandatos anteriores e usou esse argumento para justificar a candidatura à reeleição.