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Marcelo Heringer renuncia à candidatura ao Senado e abre caminho para Aécio Neves

Por Igor Teixeira Rede 98
26/08/2026 19:54 Atualizado há 4 minutos
(Foto: Divulgação)

O médico Marcelo Heringer (PDT) protocolou junto à Justiça Eleitoral o pedido de renúncia à candidatura ao Senado por Minas Gerais, em meio à articulação para que o deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, reveja a decisão de não disputar as eleições deste ano. Heringer é irmão do presidente estadual do PDT, Mário Heringer, um dos signatários do apelo público feito nesta quarta-feira (26/8) pela entrada do tucano na disputa.

A saída de Marcelo Heringer abre espaço para uma eventual candidatura de Aécio ao Senado dentro da aliança formada por PDT e Federação PSDB Cidadania em Minas. O tucano acenou positivamente às movimentações para que reconsidere a decisão, mas, segundo informações obtidas pela Rede 98, ainda há uma série de questões que precisam ser discutidas antes de uma definição.

Aécio mantém como preferência o projeto anunciado no início de agosto: deixar, ao menos neste momento, as disputas por cargos eletivos para se dedicar à gestão partidária. Presidente nacional do PSDB, o deputado pretende concentrar esforços na condução e reorganização da legenda.

A possibilidade de disputar o Senado também representa uma mudança significativa nesse planejamento. Diferentemente de um mandato na Câmara dos Deputados, que dura quatro anos, o mandato de senador é de oito anos. Por isso, uma eventual candidatura significaria assumir um compromisso eleitoral até 2035.

Apesar do aceno positivo às conversas, portanto, Aécio ainda não decidiu ser candidato ao Senado.

Partidos fizeram apelo público

A movimentação ocorre no mesmo dia em que a Federação PSDB Cidadania e o PDT de Minas divulgaram uma nota pedindo publicamente que Aécio reconsidere a decisão.

O documento é assinado pelo presidente da Federação PSDB Cidadania em Minas, Paulo Abi-Ackel, e pelo presidente estadual do PDT, Mário Heringer.

Segundo os dirigentes, correligionários, prefeitos, vereadores, deputados, militantes e lideranças de diferentes regiões do estado procuraram os partidos para defender o retorno de Aécio à disputa.

“Aécio, escute esse chamado. Minas precisa de você no Senado”, afirmaram.

Na nota, os partidos argumentam que Minas precisa de experiência e capacidade de articulação em Brasília e apontam a discussão sobre a dívida do estado como uma das pautas em que Aécio poderia atuar.

A renúncia de Marcelo Heringer, irmão do presidente estadual do PDT, ocorre justamente nesse contexto e transforma a movimentação política em uma mudança concreta na composição das candidaturas ao Senado da aliança.

Decisão anunciada no início de agosto

Aécio anunciou em 4 de agosto que não disputaria nenhum cargo eletivo em 2026. A decisão interrompeu uma sequência de 40 anos de mandatos.

Na ocasião, o deputado afirmou que permaneceria na vida pública como presidente nacional do PSDB e que pretendia dedicar seus esforços à construção de um novo projeto político para a legenda.

O tucano também afirmou que a decisão de não concorrer havia sido difícil e destacou que chegava ao período eleitoral em posição competitiva para uma das duas vagas ao Senado por Minas.

Agora, pouco mais de três semanas depois, o cenário voltou a ser discutido dentro da aliança. Aécio demonstrou abertura às manifestações recebidas, mas a preferência pela atuação como dirigente partidário permanece e uma candidatura ao Senado ainda não está definida.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.