O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta quinta-feira (27/8), durante encontro com representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), que a Cemig SIM foi, “aparentemente”, alvo de uma “tentativa de assalto por grupos políticos”. Simões disse que recomendou mudanças na direção da subsidiária para aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades.
Segundo o governador, ele recomendou ao Conselho de Administração da Cemig que o atual presidente da companhia, Alexandre Ramos Peixoto, e o vice-presidente jurídico, Sérgio Pessoa de Castro, sejam deslocados para a Cemig SIM. A mudança, caso efetivada, abrirá espaço para a escolha de um novo presidente para a Cemig.
“Infelizmente, aparentemente, a Cemig SIM foi vítima de uma tentativa de assalto por grupos políticos e nós precisamos ter certeza que tudo lá dentro será investigado, que nenhuma pedra ficará sem ser virada de cabeça para baixo”, afirmou Simões.
O governador disse ainda que eventuais prejuízos deverão ser recuperados e que os responsáveis por possíveis irregularidades precisam ser identificados.
“Estou trazendo para a Cemig SIM os dois melhores nomes que eu tenho na companhia. O nome de Alexandre Ramos Peixoto, que é o atual presidente, e do vice-presidente jurídico, doutor Sérgio Pessoa de Castro, que foi nosso AGE. Essa é a decisão tomada”, declarou.
Simões não detalhou, durante a fala, quais seriam as suspeitas que motivaram a afirmação sobre uma “tentativa de assalto”, nem quais grupos políticos estariam envolvidos.
Mudança também atingirá presidência da Cemig
Com a transferência de Alexandre Ramos Peixoto para a subsidiária, Simões afirmou que será necessário escolher um novo nome para comandar a Cemig.
“Isso gerará a necessidade de a gente substituir a presidência da Cemig, mas o mercado energético tem muitos bons nomes executivos”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de privatização da Cemig como alternativa para ampliar a capacidade de fornecimento de energia no estado, Simões descartou a medida.
“Essa não é uma pauta e a gente não precisaria privatizar a Cemig para aumentar o fornecimento”, afirmou.
Simões defende antecipação de investimentos no campo
Durante o encontro com a Faemg, o governador também defendeu que a Cemig passe a antecipar investimentos em infraestrutura de energia nas regiões com potencial de crescimento da demanda no campo.
A proposta apresentada por Simões prevê um levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Fundação João Pinheiro, em parceria com a Faemg e sindicatos, para identificar áreas que podem receber projetos de irrigação.
Segundo o candidato, a intenção é permitir que redes trifásicas e subestações sejam construídas antes do aumento efetivo da demanda.
“Eu tenho que começar a fazer com que tanto a rede trifásica quanto a subestação cheguem antes da demanda”, afirmou.
Simões apontou a irrigação como principal gargalo para a expansão do consumo de energia no meio rural e argumentou que novos investimentos precisam ser planejados com antecedência para evitar que produtores tenham de esperar pela ampliação da infraestrutura elétrica.