O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) voltou a criticar, nesta segunda-feira (31/8), a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs restrições à campanha. Durante coletiva de imprensa convocada para tratar do caso, Renan afirmou que a medida busca retirá-lo da disputa eleitoral e disse que recorrerá imediatamente.
“Agora nós estamos sendo retirados à força da tal da festa da democracia. Eu não sei qual vai ser o resultado disso. Nós vamos recorrer de imediato”, afirmou.
Renan também criticou as restrições que o impedem de participar de debates e sabatinas. Segundo o candidato, uma entrevista prevista para esta segunda-feira, definida por sorteio, precisou ser cancelada em razão da decisão.
“Sejamos sinceros, o que Dias Toffoli fez ao proibir que eu use minhas redes sociais, todas elas, ao proibir que eu participe de sabatinas […] e não poder participar dos debates, isso é uma demonstração muito clara de que a vontade dele […] era retirar de nós o direito de participar desse processo”, declarou.
A avaliação de que Toffoli teria agido com o objetivo pessoal de retirar sua candidatura da disputa é uma acusação de Renan. A decisão do ministro aponta irregularidades relacionadas a perfis utilizados pela campanha nas redes sociais que não teriam sido informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo.
Renan diz que continuará como militante se candidatura for barrada
Durante a coletiva, Renan afirmou que continuará atuando politicamente mesmo se o registro de sua candidatura acabar rejeitado pela Justiça Eleitoral.
“Se minha candidatura for derrubada, eu vou voltar para o outro lado que eu estava, que era o lado do militante, que eu sempre fui. Vou continuar fazendo minhas lives e vou continuar mobilizando as pessoas a saírem às ruas”, disse.
O candidato também voltou a fazer acusações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao mencionar o empresário Daniel Vorcaro. Renan não apresentou, nesse trecho da coletiva, elementos para sustentar a acusação.
Ele ainda recordou sua atuação política durante o processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, e afirmou que seguirá mobilizando apoiadores caso fique fora da eleição.
Restrições à campanha
Toffoli, relator do pedido de registro da chapa de Renan Santos e Aroldo Medina, determinou a suspensão da propaganda eleitoral em perfis que não foram informados tempestivamente à Justiça Eleitoral. A decisão também suspendeu novos repasses do Fundo Eleitoral e o uso de valores já transferidos.
Renan também está impedido de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação enquanto as medidas estiverem em vigor.
O ministro considerou que houve uma “omissão estratégica” na apresentação das contas utilizadas pela campanha nas redes sociais. Renan contesta a decisão e afirma que houve apenas um problema técnico no registro das plataformas.