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Gabriel defende fila transparente para cirurgias e cobra resultado de servidores

Por Igor Teixeira Rede 98
03/09/2026 20:33 Atualizado há 1 hora
(Foto: 98News)

O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) defendeu, nesta quinta-feira (03/9), a criação de um sistema transparente para que pacientes acompanhem a posição e a prioridade nas filas de cirurgias do Estado. Durante sabatina da Rede 98 com os candidatos ao Palácio Tiradentes, no 98 Talks, Gabriel também afirmou que não assumiu compromissos de reajuste salarial com servidores e defendeu que eventuais demandas das categorias sejam acompanhadas de metas de melhoria dos serviços prestados à população.

Gabriel afirmou já ter se reunido com representantes de praticamente todas as categorias do funcionalismo e reconheceu que a questão salarial aparece entre as principais reivindicações.

“Não tem mentira aqui. Eu sei que eu já me reuni com praticamente todas as categorias de servidores. […] E a primeira demanda é salarial. E para ninguém eu fiz promessa que eu não vou cumprir”, afirmou.

Segundo o candidato, antes de assumir compromissos financeiros, será necessário analisar as contas estaduais. Gabriel também defendeu uma relação entre as reivindicações dos servidores e os resultados entregues à população.

“Antes que venha com uma carta só com o que o servidor quer, junto na carta tem que ter qual o resultado para o cidadão”, disse.

Fila de cirurgias

Na saúde, Gabriel defendeu que os dados sobre as filas de cirurgias sejam disponibilizados de forma mais clara para os pacientes. Segundo ele, o Estado já possui as informações necessárias, mas elas não chegam adequadamente à população.

“O dado tá todo aí, Paulo, ele só não é mostrado pro cidadão. Ou seja, o Estado tem o controle de quem precisa de cirurgia”, afirmou.

Gabriel criticou governos que, segundo ele, priorizam a divulgação da quantidade de procedimentos realizados sem permitir que cada paciente acompanhe a própria situação.

“Para a pessoa que fica olhando pro celular todo dia, esperando a mensagem da cirurgia, é uma tragédia. Sobretudo para a família que pode sofrer duas vezes, uma com a doença e a outra com a mensagem chegando depois que o parente morreu: ‘Sua cirurgia tá disponível’. Caixão já tá lá”, declarou.

Prioridade conforme gravidade

O candidato afirmou que a proposta não se resumiria a informar a colocação de cada pessoa na fila. A ideia, segundo Gabriel, seria estabelecer também critérios de prioridade de acordo com a gravidade do quadro, em modelo semelhante à classificação de risco utilizada em unidades de saúde.

“Você tem que ter essa fila, até para você ter, como nos hospitais particulares, a fitinha verde, amarelo ou vermelho. […] A pessoa que tá em via de morrer, ela tem que passar logo”, disse.

Gabriel também citou a possibilidade de ampliar parcerias com hospitais filantrópicos e outras unidades para reduzir a espera por procedimentos. Entre as alternativas, mencionou a realização de mutirões e cirurgias durante a madrugada para aproveitar períodos de menor utilização da estrutura hospitalar.

“Não é só mostrar, né? Porque, ‘ah, não, parabéns, você tá no centésimo quadragésimo lugar’. Não é isso. É você também, com essa gestão, poder, com filantrópicos, redes de hospitais diversos, zerá-la”, afirmou.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.