Candidato ao Senado por Minas Gerais, Marcelo Aro (PP) afirmou, durante sabatina no Start 98 News, que pretende apresentar um projeto de lei para instituir a castração química de pessoas condenadas por estupro de crianças e mulheres. A proposta, segundo ele, seria uma das primeiras medidas de seu eventual mandato no Senado.
“Primeiro projeto que eu vou protocolar como senador da República. Me cobrem isso. Quem está me ouvindo agora pode me cobrar. No primeiro dia de mandato, eu vou protocolar um projeto de lei para que a gente institua no Brasil a castração química para estuprador de criança e de mulher”, declarou.
Aro defendeu o endurecimento da legislação penal como uma das prioridades de sua candidatura. Segundo ele, o Brasil tem uma legislação “frouxa” e precisa adotar punições mais rigorosas para crimes violentos e sexuais.
O candidato citou ainda casos de violência sexual contra crianças para defender a proposta. “A cada seis minutos no Brasil uma criança é estuprada. Isso tem que acabar. Chega. Chegamos a todos os limites, não dá mais para esperar”, afirmou.
Além da castração química, Aro disse que pretende defender a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Para ele, adolescentes de 16 e 17 anos envolvidos em crimes graves deveriam cumprir penas semelhantes às aplicadas a adultos.
“O jovem de 16, 17 anos que mata, ele não pode ficar preso um mês, dois meses. Ele tem que pagar pelo mal que ele cometeu”, disse.
Aro relacionou a proposta também à atuação de organizações criminosas, que, segundo ele, poderiam se aproveitar da legislação atual para recrutar adolescentes.
Dívida de Minas com a União
Outra prioridade apresentada por Aro é a dívida de Minas Gerais com a União. O candidato afirmou que pretende atuar pela revisão do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), embora reconheça que o programa tenha representado um avanço para a situação financeira do Estado.
“O Propag foi um avanço. Eu falo o seguinte: antes do Propag a gente estava no CTI, aí a gente ia morrer, o Estado ia morrer. Veio o Propag, que melhorou a nossa situação. Mas você falar que ficou boa, não”, declarou.
Aro defendeu que parte dos recursos pagos mensalmente por Minas à União seja reinvestida no próprio Estado. Ele afirmou que Minas desembolsa cerca de R$ 500 milhões por mês com a dívida e propôs que esse dinheiro possa ser direcionado para áreas como infraestrutura, saúde e segurança.
“Eu não sou a favor de dar calote na dívida, mas por que não depositar esse dinheiro numa conta apartada e esse dinheiro ser reinvestido em Minas Gerais?”, questionou.
Para o candidato, a mudança dependeria de uma autorização legislativa e poderia ser articulada por meio do Senado. Aro afirmou que pretende colocar a renegociação da dívida como uma das principais bandeiras de seu eventual mandato.
Diferenças entre 2022 e 2026
Aro também comparou a atual candidatura com a disputa pelo Senado em 2022. Segundo ele, as duas campanhas têm objetivos diferentes. Na eleição anterior, afirmou ter entrado na disputa de última hora, inicialmente com a intenção de ser candidato a vice-governador na chapa de Romeu Zema.
“Em 2022 eu seria candidato a vice-governador do Zema. De última hora, eu saí candidato ao Senado. Eu saí muito mais para compor a chapa e ajudar o governador Romeu Zema do que para de fato ser eleito”, explicou.
Mesmo sem uma estrutura eleitoral voltada especificamente para a eleição ao Senado, Aro afirmou ter recebido cerca de 20% dos votos válidos e mais de 2 milhões de votos. Em 2026, como duas vagas estarão em disputa, ele considera que repetir o percentual seria suficiente para conquistar uma cadeira.
O candidato também afirmou que chega à eleição deste ano com uma estrutura política maior. Segundo Aro, em 2022 ele contava com o apoio de aproximadamente 150 prefeitos. Agora, diz ter o apoio de 840 dos 853 prefeitos mineiros, além de 59 deputados estaduais.
“Hoje eu acho que nós estamos muito mais bem estruturados e organizados nessa eleição”, afirmou.
Aro disse ainda que seu principal desafio nesta campanha é ampliar o conhecimento do próprio nome entre os eleitores. Para ele, quem conhece sua trajetória e suas propostas tende a votar em sua candidatura.
Além das propostas para segurança e da atuação sobre a dívida do Estado, o candidato afirmou que pretende usar o mandato para ampliar a participação de Minas nas decisões orçamentárias da União e buscar mais recursos para o Estado.