Os principais candidatos à Presidência da República já declararam ter investido R$ 74 milhões no ciclo eleitoral de 2026. Os recursos financiaram prioritariamente frentes de publicidade, estratégia digital, fretamento de aeronaves e contratação de assessorias jurídicas. O envio dos relatórios parciais à Justiça Eleitoral teve início nesta quarta-feira (9), data que marca a abertura do prazo formal para consolidação das receitas e despesas efetuadas desde 16 de agosto.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu para esta eleição o teto de gastos de R$ 88,9 milhões para o primeiro turno presidencial, acrescido de R$ 44,5 milhões em caso de eventual segundo turno. O envio dos dados é centralizado pelo sistema Conta+JE e publicado na plataforma DivulgaCand. Os demonstrativos revelam disparidades relevantes nas estratégias financeiras e na distribuição de verbas entre os postulantes ao Planalto.
Flávio Bolsonaro (PL)
O candidato Flávio Bolsonaro lidera o volume de investimentos declarados à Justiça Eleitoral, somando R$ 49,5 milhões. A maior fatia das despesas foca o planejamento de marketing político (R$ 13,1 milhões) e a produção de conteúdos digitais pela produtora Paranoá Digital (R$ 5 milhões). O senador alocou ainda R$ 3,7 milhões na estruturação de um canal próprio no YouTube com transmissão contínua de propostas, além de registrar gastos expressivos com fretamento aéreo e serviços advocatícios.
Ronaldo Caiado (PSD)
O governador Ronaldo Caiado registrou o segundo maior montante financeiro da disputa, acumulando R$ 20,9 milhões em despesas até o momento. A estratégia da campanha pauta-se pela forte concentração de recursos: R$ 20 milhões foram direcionados a uma única fornecedora de serviços. A empresa contratada assumiu a responsabilidade pela gestão do marketing digital e pela confecção das peças publicitárias para o horário gratuito no rádio e na televisão.
Romeu Zema (Novo)
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, declarou o investimento de R$ 2,6 milhões em suas ações de pré-campanha e campanha. O principal desembolso efetuado pela equipe do candidato refere-se à contratação de consultorias e produtoras voltadas ao marketing digital, totalizando R$ 930 mil em três repasses. A estrutura da candidatura prioriza também a gestão de comunicação corporativa e o relacionamento com veículos de imprensa.
Renan Santos (Missão)
O postulante do partido Missão, Renan Santos, contabiliza R$ 644,6 mil em despesas de campanha cadastradas no sistema do TSE. O balanço do candidato aponta que o maior volume de verbas cobriu a confecção de materiais gráficos e a distribuição de publicidade impressa. A segunda maior rubrica do orçamento engloba o pagamento de honorários para equipes de assessoria e representação jurídica.
Lula (PT)
O candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, prestou contas preliminares no valor de R$ 100 mil, distribuídos entre apenas duas empresas contratadas. A maior parcela do montante, somando R$ 93,9 mil, cobriu a confecção de materiais de divulgação impressos junto à fornecedora Amazon Etiquetas. O restante do valor declarado destinou-se ao custeio de taxas administrativas de plataformas de financiamento coletivo.
Augusto Cury (Avante)
O escritor e candidato Augusto Cury prestou informações parciais indicando a aplicação de R$ 55,2 mil na disputa presidencial até o momento. Os registros inseridos na plataforma da Justiça Eleitoral demonstram que a totalidade das despesas efetuadas visou o impulsionamento pago de conteúdos e publicações em suas redes sociais oficiais.