O candidato ao Governo de Minas Flávio Roscoe (PL) defendeu a adoção do voto impresso nas eleições. Segundo ele, a ação permitiria uma conferência física dos votos e encerraria as discussões sobre a credibilidade do sistema de votação. A fala foi durante sabatina da TV Globo Minas, nesta segunda-feira (14/9)
Questionado se confia nas urnas eletrônicas, Roscoe afirmou que a situação atual do Supremo Tribunal Federal (STF) tem provocado desconfiança da população em relação às instituições. Para o candidato, o Judiciário deveria ser o espaço de maior isenção e a perda dessa confiança compromete a democracia.
“Quando você vê o ministro do Supremo respondendo alguém ou sendo consultado se ele deve fugir do país ou não, se ele deve ficar mais dois ou três dias, me gera uma suspeição sobre todas as nossas instituições”, afirmou. Roscoe se referia às mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Roscoe frisou não estar afirmando que houve fraude ou falha nas urnas. Segundo ele, o problema está na confiança no sistema como um todo. “Eu não estou dizendo que houve falha aqui ou ali, eu estou dizendo que o nosso sistema hoje está em xeque, sim, e não dá pra tapar o sol com a peneira mais”, declarou.
Roscoe defende conferência física dos votos
Ao defender o voto impresso, o candidato afirmou que não considera nenhum sistema de informática completamente inviolável. Ele citou ataques de hackers contra instituições e questionou por que os votos não poderiam ser conferidos fisicamente.
“Eu não sou técnico de informática, sou empresário, mas eu não conheço nenhum ambiente de informática inviolável. E eu nunca vi nenhum parecer de especialista nesse sentido”, disse.
Roscoe defendeu que o voto registrado pela urna eletrônica tenha uma versão impressa para eventual conferência manual. O candidato também negou que sua posição represente uma contestação aos resultados das eleições. Para ele, a possibilidade de conferência física poderia evitar novos questionamentos depois da votação.
“Eu não estou contestando os resultados. Estou dizendo que eu gostaria que o voto fosse impresso. […] Agora, com o voto impresso, ninguém vai poder falar nada. Se o voto está impresso lá, é só ir lá e contar”, declarou.
*Estagiário sob supervisão do coodenador Victor Duarte