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MP aciona vice de Kalil por suspeitas em contrato de R$ 8,2 milhões na Saúde

Por Igor Teixeira Rede 98
14/09/2026 16:45 Atualizado há 44 minutos
(Foto: Leandro Couri/Campanha Kalil)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra Carlos Mosconi (PSDB), candidato a vice-governador na chapa de Alexandre Kalil (PDT), por supostas irregularidades na execução de um contrato de R$ 8,24 milhões da Secretaria Municipal de Saúde de Poços de Caldas, no Sul de Minas.

Mosconi comandava a pasta na época do contrato, firmado em 2019 entre a prefeitura e a empresa Hygea Gestão & Saúde Ltda. A ação tramita na 3ª Vara Cível de Poços de Caldas desde agosto e também envolve outras 18 pessoas que atuavam em áreas relacionadas à fiscalização, conferência, contabilidade e pagamentos da secretaria.

O MPMG aponta possíveis danos ao erário e violação aos princípios da administração pública. Não há condenação, e o processo ainda está em fase inicial.

Segundo a ação, o contrato previa o fornecimento de médicos especialistas para atendimento na rede pública municipal. Ao todo, foram pagas 77 parcelas, que somaram R$ 8.242.389.

A Promotoria afirma que quatro parcelas, que totalizaram R$ 262.356, foram quitadas sem documentação comprobatória. Nos demais pagamentos, os documentos apresentados seriam incompletos.

Entre os registros apontados como ausentes estão certidões de regularidade fiscal e trabalhista, escalas de plantão com identificação dos profissionais, comprovação da regularidade dos médicos junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e comprovantes de pagamento de honorários.

Investigação começou na Câmara

A ação teve origem em uma investigação da Câmara Municipal de Poços de Caldas sobre contratos da área da Saúde. Uma auditoria também analisou processos de contratação e documentos relacionados à execução dos serviços.

Entre os problemas apontados estão a ausência da ata completa da sessão do pregão e falhas na documentação utilizada para justificar pagamentos.

O Ministério Público sustenta que a falta dos registros compromete a comprovação de que os valores desembolsados pelo município correspondiam aos serviços efetivamente realizados.

Na ação, o MPMG pede a responsabilização dos envolvidos por improbidade administrativa e a apresentação, pela prefeitura, da documentação relacionada ao contrato. Em caso de eventual condenação, podem ser aplicadas as sanções previstas na legislação de improbidade, conforme a responsabilidade atribuída a cada réu.

Mosconi diz que ainda não foi citado

Em nota, Carlos Mosconi afirmou que tomou conhecimento da ação pela imprensa e que ainda não havia sido formalmente citado.

“Por essa razão, repito, desconheço o inteiro teor dos fatos e das supostas irregularidades mencionadas”, afirmou.

Mosconi disse ainda confiar nos servidores responsáveis pela fiscalização, conferência e contabilidade da Secretaria Municipal de Saúde durante sua gestão. Segundo o candidato, os contratos precisavam passar pela análise da procuradoria municipal.

“Coloco-me, desde já, à inteira disposição das autoridades judiciais para prestar todos os esclarecimentos necessários assim que for formalmente notificado, com a certeza de que a regularidade de nossos atos será integralmente comprovada”, declarou.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.