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Candidatos à Presidência criticam reajuste do Bolsa Família

Por Marina Schettini Rede 98
17/09/2026 18:18 Atualizado há 30 minutos
(Foto: Reprodução).

O reajuste de 15% no Bolsa Família provocou reação de candidatos à Presidência nesta quinta-feira (17/9). Anunciada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a correção eleva o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a ser pago em 19 de outubro.

A medida foi anunciada a 17 dias do primeiro turno das eleições e provocou críticas de adversários de Lula. Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Renan Santos questionaram a decisão e apontaram possível uso eleitoral do reajuste.

Candidatos repercutem medida

Flávio Bolsonaro (PL) classificou o reajuste como um “ato de desespero” de Lula e afirmou que a decisão é ilegal. Durante um ato de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia, o candidato criticou o momento do anúncio e disse que o presidente estaria tentando enganar os eleitores antes da votação.

“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e proibido durante as eleições. Faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no bolsa família”, afirmou

Romeu Zema (Novo) chamou o reajuste de “eleitoreiro” e afirmou que a decisão demonstra, segundo ele, o “desespero” de Lula após perder a liderança em pesquisas de segundo turno. O candidato também classificou a medida como “irresponsável” e disse que ela compromete as contas públicas.

Na quarta-feira (16/9), Zema afirmou, em entrevista ao Jornal da Record, que pretende estimular os beneficiários a entrar no mercado de trabalho e propôs um prêmio de R$ 5 mil para quem deixar o Bolsa Família após conseguir um emprego com carteira assinada.

Renan Santos (Missão) afirmou que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste. Durante um compromisso de campanha em Chapecó, em Santa Catarina, o candidato chamou o aumento de “compra de voto” e classificou a decisão como criminosa.

“O Lula aumentou em coisa de R$ 100 o Bolsa Família. Isto é ilegal, estou ingressando com uma ação no TSE para proibí-lo de fazer isso. […] O que ele está fazendo é criminoso, compra de votos.”, afirmou Renan. Ele também disse que o aumento de benefício social não deveria ocorrer durante o período eleitoral.

O governo federal afirma que o reajuste representa uma reposição da inflação acumulada desde o início de 2023. Com a correção, o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777. Os pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro.

Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, nas redes sociais, que o reajuste representa “uso eleitoreiro” do Bolsa Família. O candidato disse que ninguém é contra apoiar quem mais precisa e que o benefício deve proteger pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo Caiado, porém, a aprovação de R$ 5,8 bilhões em reajustes a 17 dias da eleição escancara o uso eleitoral do programa. Ele também criticou as contas públicas e afirmou que “a dívida do país está no vermelho”.

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Marina Schettini
Marina Schettini
Jornalista com passagens pelos jornais O Tempo e Super Notícia. Formada pelo Uni-BH com especialização em culturas midiáticas pela UFMG, tem a política como sua principal área de atuação.