O candidato à reeleição ao governo de Minas, Mateus Simões (PSD), criticou a política fiscal do governo federal e afirmou que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode encerrar o atual mandato tendo gastado R$ 1 trilhão a mais do que arrecadou. A declaração foi dada durante sabatina no 98 Talks, da 98News, nesta segunda-feira (21/9).
Mateus comparou o valor à economia de Minas Gerais e afirmou que os recursos seriam suficientes para duplicar três vezes todas as estradas do estado.
“O governo Lula vai terminar o seu ciclo de quatro anos tendo gastado o equivalente a uma economia de Minas Gerais inteira a mais do que arrecadou. R$ 1 trilhão a mais que arrecadou”, disse.
Na sequência, o candidato apresentou uma comparação para dimensionar o valor.
“Dava para duplicar todas as estradas de Minas Gerais três vezes com o dinheiro que o governo Lula está gastando a mais do que arrecadou. Olha o tamanho da loucura”, afirmou.
Mateus prevê imposto de 28%
Durante a sabatina, Mateus também afirmou acreditar que o governo federal deve anunciar uma alíquota de aproximadamente 28% para o novo imposto. Segundo ele, os estudos sobre o percentual já teriam sido concluídos, mas o resultado não teria sido divulgado.
“O governo federal já terminou os estudos de qual é a alíquota que ele vai cobrar no novo imposto. Por que ele não divulgou a alíquota? Eu tenho uma suspeita. Ele vai dar uma notícia ruim para o brasileiro”, declarou.
Mateus afirmou que o percentual anteriormente mencionado seria de 24% e disse acreditar que o valor final será maior.
“Podem se preparar que o governo federal vai anunciar um imposto que eu estou imaginando que seja da casa de 28%. Isso vai fazer com que tudo o que a gente compra fique mais caro. No final, isso significa inflação”, afirmou.
O candidato ainda associou uma eventual alta de preços aos períodos de inflação elevada enfrentados pelo país.
“E aqueles que são da minha idade para cima lembram o que é viver num mundo com a inflação. A tristeza que é você não saber quanto as coisas vão custar no mês que vem”, concluiu.