O candidato à reeleição ao governo de Minas, Mateus Simões (PSD), defendeu a situação fiscal do estado e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) durante sabatina no 98 Talks, da 98News, nesta segunda-feira (21/9). Mateus comparou o pagamento da dívida mineira ao financiamento de uma casa e rebateu críticas de adversários ao acordo.
“Agora ficou na moda dizer que Minas não tem as contas em ordem. A minha casa é financiada, eu pago todos os meses o financiamento para a Caixa. Seria melhor que eu não tivesse essa parcela para pagar, mas ela existe e eu pago a parcela. Com Minas é a mesma coisa, a gente está pagando a parcela da nossa dívida”, afirmou.
Na sequência, Mateus voltou a criticar Alexandre Kalil (PDT).
“Então, dizer que a gente não está com as contas em ordem porque paga parcela… pelo menos nós estamos pagando, né? Diferente do Kalil, que nem paga as parcelas dele”, disse.
Crítica a Cleitinho
Mateus também rebateu críticas feitas por Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao Propag. O candidato afirmou que o senador participou da votação do programa e disse ter defendido mudanças que seriam mais favoráveis a Minas.
“Agora ficou na moda, todo mundo está falando do Propag, o senador Cleitinho resolveu criticar também. ‘Eu não votei pelo Propag, não’, viu? Mas ele votou. Só para lembrar, porque ele era senador quando o Propag foi aprovado”, declarou.
Mateus afirmou que, apesar das críticas que fez ao formato do programa durante a tramitação, pretende cumprir o acordo firmado para o pagamento da dívida.
“Eu pedi que fosse um Propag melhor para Minas, ele não quis votar num Propag melhor para Minas. A essa altura, eu, como neto de Zezé de Almeida, sistemático, depois que a dívida existe, eu quero pagar, para ninguém ficar falando que me ajudou sem precisar me ajudar”, afirmou.
Segundo Mateus, Minas já repassou R$ 3 bilhões ao governo federal nos últimos meses e R$ 6 bilhões relacionados ao Propag. Ele defendeu que os recursos pagos pelo estado retornem para investimentos federais em Minas.
“O que eu preciso é que esse dinheiro vá para Brasília e volte para os investimentos que o governo federal tem que fazer aqui na região”, disse.
Relação com o Tribunal de Contas
Durante a sabatina, Mateus também falou sobre a relação com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele afirmou acreditar que as mudanças na composição da Corte permitirão uma relação diferente em um eventual próximo mandato.
Mateus citou Tadeu Martins Leite e Ione Pinheiro entre os novos integrantes e afirmou que ainda escolherá outro conselheiro a partir de uma lista tríplice encaminhada a ele.
“Independentemente de dificuldades políticas que eu tenha tido com o Tribunal de Contas no passado, tenho certeza que o ambiente que está se formando agora é um ambiente diferente. A gente vai ter tranquilidade para lidar com o Tribunal de Contas no próximo mandato”, afirmou.