Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo nas redes sociais neste domingo (4/10) em que citou a anulação de uma eleição presidencial na Romênia e fez um alerta sobre uma possível atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo eleitoral brasileiro. Sem afirmar diretamente que a eleição no Brasil será anulada, Eduardo pediu aos seguidores que “conectem os pontos” e encerrou a gravação dizendo que “três semanas na mão do inimigo é muito tempo”.
“Meus amigos, o que eu vou falar aqui é extremamente importante e quem for inteligente vai conseguir conectar os pontos”, iniciou Eduardo.
No vídeo, ele relembrou a eleição presidencial realizada na Romênia em novembro de 2024 e afirmou que o candidato nacionalista de direita Călin Georgescu havia terminado o primeiro turno na liderança.
Eduardo disse que, dois dias antes do segundo turno, a Corte Constitucional da Romênia anulou o processo eleitoral sob a justificativa de interferência estrangeira.
Comparação com o Brasil
Ao apresentar o caso, Eduardo estabeleceu uma comparação com o cenário eleitoral brasileiro e questionou qual seria a postura da Suprema Corte diante do resultado das urnas.
“E aí, se a Suprema Corte cancelou ou validou a eleição? Pois é”, afirmou.
Segundo o relato feito por Eduardo no vídeo, uma nova eleição foi organizada em maio de 2025 sem Georgescu. Ele afirmou que o político chegou a indicar um sucessor para a disputa, George Simion, mas que a nova eleição terminou com a vitória de um candidato de esquerda.
Eduardo não apresentou, na gravação, evidências de que o STF pretenda interferir ou anular as Eleições 2026 no Brasil. A comparação foi feita pelo próprio político a partir do episódio ocorrido na Romênia.
‘Três semanas na mão do inimigo’
No fim do vídeo, Eduardo Bolsonaro fez um apelo aos eleitores e voltou a falar sobre o período eleitoral.
“Que Deus abençoe cada brasileiro hoje para votar com o coração voltado para a liberdade. E que três semanas na mão do inimigo é muito tempo”, declarou.
Eduardo não explicou diretamente, no trecho divulgado, a quem se referia ao usar a expressão “inimigo”.