A abstenção nas eleições de 2026 atingiu um novo recorde neste domingo (4/10). Com 99,91% das urnas apuradas, 33.466.935 eleitores deixaram de comparecer ao pleito no primeiro turno, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar no país. O percentual é o mais alto desde 1998, quando a taxa de não comparecimento chegou a 21,5%.
Os números reforçam uma tendência observada nas últimas eleições gerais, marcadas pelo aumento gradual da ausência de eleitores. Em 2022, 32.739.676 pessoas não votaram, correspondendo a 20,93% do eleitorado. Quatro anos antes, em 2018, foram registradas 29.940.386 abstenções, ou 20,33%.
A série histórica também mostra índices menores nas eleições de 2014 e 2010. Naquele ano, 27.697.667 eleitores deixaram de votar, o equivalente a 19,39%. Em 2010, o percentual foi de 18,12%, com 24.610.296 ausências.
Mato Grosso do Sul lidera ranking de abstenções
No recorte por estados, nove unidades da Federação registraram índices de abstenção superiores à média nacional de 21,08%.
Mato Grosso do Sul apresentou a maior taxa do país, com 483.210 eleitores ausentes, o equivalente a 23,87% do eleitorado apto a votar. Na sequência aparecem o Rio de Janeiro, com 2.996.322 ausências (23,32%), e Minas Gerais, onde 3.684.912 eleitores não compareceram, representando 22,77%.
Os dados evidenciam diferenças regionais na participação eleitoral, embora os números, isoladamente, não expliquem as causas do aumento das ausências.
Tendência de crescimento nas últimas eleições
O recorde registrado em 2026 dá continuidade ao avanço da abstenção observado desde 2010. Em quatro eleições gerais, o número de pessoas que deixaram de votar passou de aproximadamente 24,6 milhões para mais de 33,4 milhões.
O resultado chama a atenção para o desafio de ampliar a participação dos eleitores no processo democrático brasileiro. Fatores que possam explicar a evolução desse indicador, no entanto, precisam ser analisados a partir de dados adicionais.
A apuração divulgada ainda estava em andamento no momento do levantamento, com 99,91% das urnas contabilizadas. Por isso, os números de abstenção podem sofrer pequenas alterações até a conclusão da totalização dos votos.