O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (6/10) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido para que Flávio Bolsonaro volte a visitar o pai, Jair Bolsonaro.
A solicitação foi apresentada pela defesa do ex-presidente na segunda-feira (5/10), um dia após o primeiro turno das eleições. Os advogados pedem que a restrição seja suspensa e afirmam que o encontro teria caráter familiar.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. Flávio está impedido de visitar o pai desde 13 de julho, quando Moraes determinou a suspensão dos encontros por 90 dias.
Restrição começou após divulgação de carta
A proibição ocorreu depois que Flávio Bolsonaro divulgou uma carta escrita à mão por Jair Bolsonaro durante a pré-campanha eleitoral.
O documento, intitulado “Carta aos Brasileiros”, foi lido pelo senador durante uma transmissão ao vivo. Na avaliação de Moraes, a divulgação poderia representar uma tentativa de contornar a proibição de manifestações do ex-presidente em eventos de caráter político-eleitoral.
A restrição atual às visitas termina no próximo domingo (11/10).
Defesa pede retomada do contato
Na petição apresentada ao STF, os advogados de Jair Bolsonaro afirmam que as razões que levaram à suspensão das visitas não justificariam mais a manutenção da proibição.
A defesa também destaca que o pedido se refere a um encontro de natureza familiar entre pai e filho.
Flávio terminou primeiro turno à frente de Lula
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, terminou o primeiro turno com 47% dos votos, segundo os dados apresentados pela defesa na petição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, ficou com 45%. Os dois candidatos avançaram para o segundo turno da eleição presidencial.
Agora, Moraes aguarda a manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de decidir sobre o pedido de retomada das visitas.