O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento que vai definir a validade da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. O processo estava previsto para ser analisado nesta quinta-feira (8/10), mas não foi chamado para julgamento. Ainda não há nova data definida.
Dallagnol foi eleito no primeiro turno com 2.904.594 votos, o equivalente a 25,14% dos votos válidos. A validade da votação depende da decisão do TSE sobre o registro da candidatura.
O processo questiona a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia aprovado o registro de Dallagnol. A ação pede o indeferimento da candidatura e a anulação dos votos recebidos pela chapa.
O relator do caso é o ministro Floriano de Azevedo Marques. Na véspera da eleição, ele havia decidido individualmente pelo indeferimento do registro.
No domingo (4), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão e determinou a contabilização dos votos de Dallagnol até que o plenário analise o caso.
Entenda a controvérsia
A discussão está relacionada à saída de Dallagnol do Ministério Público Federal. Em 2023, o TSE cassou o mandato dele como deputado federal por entender que o então parlamentar deixou o cargo de procurador enquanto ainda havia procedimentos disciplinares que poderiam resultar em sua inelegibilidade.