A dezessete dias do segundo turno das eleições presidenciais, o cenário de apoios a Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está quase definido, mas ainda há partidos sem uma posição nacional.
Flávio já recebeu o apoio oficial do Republicanos, Novo, União Brasil, PP e Podemos. O senador também conta com o apoio individual de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que concorreram no primeiro turno e juntos somaram 2.931.636 votos.
O MDB decidiu não adotar uma posição nacional, mas articula um ato para a próxima terça-feira (13), em São Paulo, com a participação de ao menos 15 diretórios estaduais que devem declarar apoio a Flávio, de acordo com informações de O Globo. O número pode chegar a 17. Os demais diretórios poderão apoiar Lula ou permanecer neutros.
O PSDB também liberou seus filiados para apoiar qualquer um dos candidatos, sem declarar apoio nacional. O PSD, por sua vez, decidiu manter a neutralidade, embora integrantes da legenda possam se manifestar individualmente – foi o caso de Caiado.
Lula não conseguiu agregar novos aliados e mantém a aliança formada no primeiro turno por PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede.
Quarto colocado na disputa fica neutro
Renan Santos, que terminou o primeiro turno em quarto lugar, com 2.675.887 votos, equivalentes a 2,4% dos votos válidos, afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos no segundo turno. De todo modo, vem reforçando as críticas a Flávio e recebendo acenos da esquerda.
A eleição presidencial será decidida em 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%.