O presidente Lula (PT) autorizou a quebra dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de familiares, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aceite fazer o mesmo. O pedido foi encaminhado nesta terça-feira (20/10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais. Mas condiciona a ação a uma reciprocidade da campanha de Flávio Bolsonaro.
A autorização abrange informações dos últimos oito anos e inclui a primeira-dama, Janja Lula da Silva, e os cinco filhos do presidente. Lula também propôs que a abertura dos dados alcance empresas ligadas aos candidatos. No documento, a defesa cita uma empresa vinculada ao presidente e cinco associadas a Flávio Bolsonaro, incluindo uma offshore.
Lula cobra abertura de dados antes da votação
A solicitação cumpre uma promessa feita por Lula durante o debate presidencial da TV Bandeirantes, no domingo (18/10). Na ocasião, o presidente desafiou o adversário a permitir o acesso às informações financeiras e fiscais.
O pedido foi encaminhado ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques. Lula também condicionou a divulgação dos dados de seus familiares à abertura das informações de parentes de Flávio, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a esposa Fernanda e os irmãos do senador.
Na petição, Lula defende que os dados sejam divulgados antes da votação, marcada para domingo (25/10). O documento, porém, estabelece uma condição: a autorização referente ao presidente e aos familiares depende de Flávio Bolsonaro aceitar os mesmos termos.