O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21/10), em Guarulhos, na Grande São Paulo, que aceita abrir os próprios sigilos bancário e telefônico, desde que a medida também inclua Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, apontado por ele como ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu não só vou aceitar o desafio, como eu vou levar até as últimas consequências”, declarou Flávio durante um evento de campanha ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O candidato afirmou que Lula não utiliza celular e, por isso, condicionou a abertura dos próprios dados à inclusão de Marcola. Flávio também acusou o ex-assessor de intermediar negócios envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente. As acusações foram feitas pelo candidato durante o discurso.
Na manifestação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro afirmou que o candidato autoriza a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos. A autorização também abrange familiares citados por Lula e empresas das quais o senador seja sócio ou administrador. O documento ainda informa que Flávio não se opõe à divulgação das mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A petição critica o desafio feito por Lula e cobra esclarecimentos sobre suspeitas relacionadas ao patrimônio do presidente e de pessoas próximas a ele.
Lula, por sua vez, apresentou ao TSE nessa terça-feira (20/10) um requerimento autorizando a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e dos dados de seus familiares referentes aos últimos oito anos. A medida, no entanto, está condicionada à adoção do mesmo procedimento por Flávio Bolsonaro.