O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) responsabilizou a postura da família Bolsonaro e de seus apoiadores pela derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais. Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (25/10), após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan criticou o que classificou como “arrogância e falta de humildade” do bolsonarismo.
Na avaliação do presidente nacional do Missão, o grupo político passou a tratar o apoio à família Bolsonaro como uma condição para que alguém fosse considerado de direita.
“As pessoas começam a achar que votar contra o PT é ser de direita e que você precisa gostar da família Bolsonaro ou você não é de direita”, afirmou.
Renan também criticou a atuação de influenciadores e lideranças bolsonaristas nas redes sociais. Para ele, a popularidade digital não se traduziu em resultados políticos.
“Todo mundo dança, pula, dança, ganha milhões de reais, milhões de likes, milhões de views, milhões de votos, mas que não transforma o Brasil em nada. Uma direita que fica dançando o tempo todo termina dançando na eleição”, declarou.
Críticas à postura do bolsonarismo
O ex-presidenciável afirmou que o comportamento de integrantes do movimento afastou possíveis apoiadores e dificultou a construção de uma alternativa eleitoral ao PT.
“O bolsonarismo não é humilde a ponto de reconhecer que não dá para vencer aterrorizando as outras pessoas, pisando em todo mundo, dando risada de todo mundo”, disse.
Como contraponto, Renan citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que derrotou Lula nas eleições presidenciais de 1994 e 1998, ambas no primeiro turno.
Segundo ele, Fernando Henrique conseguiu vencer o petista sem adotar uma postura de confronto permanente com adversários.
“Ele, curiosamente, entregou reformas, arrumou a economia brasileira, resolveu problemas concretos e derrotou o Lula”, afirmou.
Lula vence após virada no segundo turno
As declarações ocorreram após a confirmação da reeleição de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h10 deste domingo.
O presidente conquistou um quarto mandato ao derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno, com mais de 51% dos votos válidos.
O resultado representou uma virada em relação à primeira etapa da eleição, quando o senador havia terminado à frente do petista.