Minas Gerais foi o único estado do Brasil a registrar uma mudança na liderança da disputa presidencial entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na votação de 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reverter o resultado e terminou à frente do adversário neste domingo (25). A virada ocorreu em meio à reeleição do petista para mais quatro anos no Palácio do Planalto.
Com 99,76% das seções eleitorais totalizadas, Lula alcançou 50,40% dos votos válidos em Minas Gerais, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 49,60%. A diferença entre os candidatos foi de 0,80 ponto percentual, segundo dados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados às 21h52.
No primeiro turno, o cenário havia sido favorável ao candidato do PL. Flávio Bolsonaro conquistou 48,24% dos votos válidos no estado, contra 43,33% de Lula. Entre as duas etapas da eleição, o petista ampliou sua participação em 7,07 pontos percentuais, enquanto o adversário teve crescimento de 1,36 ponto percentual.
A mudança na preferência do eleitorado mineiro não se repetiu nas demais unidades da federação. Nos outros 25 estados e no Distrito Federal, os candidatos que lideraram a votação em 4 de outubro permaneceram à frente no segundo turno. Com o resultado, Lula venceu em 13 estados, enquanto Flávio Bolsonaro liderou em outros 13 e no Distrito Federal.
O desempenho em Minas Gerais também manteve uma sequência registrada nas eleições presidenciais brasileiras desde 1989: o candidato eleito presidente da República também vence a disputa no estado. Em 2022, Lula havia superado Jair Bolsonaro (PL) entre os eleitores mineiros por 50,20% a 49,80% dos votos válidos.
Na distribuição regional do segundo turno de 2026, Flávio Bolsonaro manteve a liderança em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. Lula permaneceu à frente em estados como Bahia, Pernambuco, Ceará, Pará, Maranhão e Amazonas. Minas Gerais foi a única unidade da federação onde o candidato que terminou atrás no primeiro turno conseguiu assumir a liderança na votação seguinte.