A Samarco está investindo R$ 13,8 bilhões para concluir a retomada de 100% da sua capacidade produtiva instalada a partir de 2028. O aporte, que será o maior da história da companhia, marca a fase final de um processo de retomada iniciado em 2020 e consolida um novo ciclo de crescimento com impacto direto na geração de empregos, arrecadação de tributos e fortalecimento da economia em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Após a conclusão do chamado “Momento 3”, a empresa projeta atingir entre 26 e 27 milhões de toneladas anuais de pelotas e finos de minério de ferro, posicionando-se como a segunda maior exportadora de pelotas no mercado internacional.
“Mais importante do que o volume de produção é como estamos operando: sem utilizar barragens para disposição de rejeitos, com uso intensivo de tecnologias de controle, com a descaracterização de todas as estruturas alteadas a montante existentes e com um modelo de gestão mais inclusivo e participativo. Esse movimento gera valor econômico e social concreto para as comunidades, para Minas Gerais, Espírito Santo e para o Brasil, por meio de empregos, renda, arrecadação e melhoria da qualidade de vida”, explica Rodrigo Vilela, presidente da Samarco.
Retomada gradual e crescimento consistente
A trajetória de retomada começou no fim de 2020, após cinco anos de paralisação, com 26% da capacidade produtiva instalada e um novo modelo de gestão de rejeitos, sem o uso de barragens. Em 2024, a empresa alcançou 60% da capacidade produtiva instalada, resultado da reativação de estruturas industriais, modernização tecnológica e implantação de novos sistemas de filtragem.
Já no ano seguinte, a Samarco registrou seu melhor desempenho desde a retomada, com a produção de 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro. No acumulado entre 2020 e dezembro de 2025, foram 50,52 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.
A evolução da produção demonstra uma retomada gradual e planejada. Veja:
Evolução da produção (Mi de toneladas)
- 2021: 7,9 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.
- 2022: 8,3 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.
- 2023: 9,4 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.
- 2024: 9,7 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.
- 2025: 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.
“Avançamos de forma consistente, cumprindo cada fase do planejamento, com foco em segurança, previsibilidade e confiabilidade. Os próximos passos envolvem a execução das obras, que incluem revitalização das plantas de Germano (MG) e Ubu (ES), a implantação de novas plantas de filtragem de rejeitos consolidando definitivamente um modelo de mineração sem barragens”, explica Vilela.
Empregos, tributos e dinamização regional
O avanço da produção também reflete na economia regional. No ano passado, os tributos gerados pela Samarco, incluindo aqueles decorrentes da aquisição de bens, materiais e serviços, totalizaram R$ 2,28 bilhões. Desse montante, R$ 386 milhões tiveram impacto direto em Minas Gerais, R$ 374 milhões no Espírito Santo e R$ 1,519 bilhão foram destinados à União.
Atualmente, a empresa emprega cerca de 20 mil pessoas, entre empregados próprios e contratados, nos dois estados. No pico das obras da etapa final da retomada, a previsão é de geração de até 12.900 empregos até 2031, demonstrando um impacto direto nas regiões de atuação.
R$ 386 mi
R$ 374 mi
12.900
Além da geração de postos de trabalho, a companhia prioriza a contratação de profissionais locais e investe em capacitação nas comunidades vizinhas às operações, ampliando o impacto econômico na cadeia de fornecedores e serviços.
Segundo Rodrigo, o avanço da operação está diretamente associado a uma atuação mais próxima das comunidades e ao compromisso com o desenvolvimento regional. “Voltamos a operar mais próximos dos territórios onde atuamos, dialogando com as comunidades e investindo em programas que gerem resultados perenes”, afirmou.
Novo modelo operacional e foco em segurança
Para retomar suas operações, a Samarco implementou mudanças estruturais no modelo de disposição de rejeitos. Desde 2020, a empresa não utiliza barragens de rejeito, adotando o sistema de empilhamento a seco (dry stacking) para cerca de 80% do material gerado no beneficiamento do minério.
Os 20% restantes, chamados de ultrafinos, são destinados à Cava Alegria Sul, estrutura natural confinada. A companhia conta ainda com o Centro de Monitoramento e Inspeção (CMI), que acompanha suas estruturas 24 horas por dia, sete dias por semana.
O Novo Acordo do Rio Doce é um compromisso que caminha em paralelo à nossa retomada operacional. Ele representa um avanço importante ao trazer mais clareza, segurança jurídica e efetividade às ações de reparação.
”Desde a retomada operacional, cerca de 22 milhões de toneladas de rejeito arenoso foram usadas na descaracterização da barragem do Germano, o equivalente a 61% do total gerado no período. Somente em 2025, o índice de aproveitamento do rejeito arenoso atingiu 89%.
“O empilhamento a seco e os sistemas de filtragem representam um avanço nos nossos processos e promovem o uso eficiente dos recursos e a reutilização de materiais. Esse modelo eleva nossos padrões de segurança e sustentabilidade e reflete uma operação mais alinhada às melhores práticas da mineração”, afirma Vilela.
O maior investimento da história da Samarco
O aporte de R$ 13,8 bilhões prevê a reativação de mais um concentrador, a construção de um novo sistema de filtragem e de uma outra Pilha de Disposição de Estéril e Rejeito, a preparação de outra cava, além da reativação de mais um mineroduto, em Minas Gerais, e de duas usinas de pelotização, no Espírito Santo.
A revitalização envolve modernização de sistemas de controle, atualização tecnológica, adequação às normas regulatórias vigentes e reconstrução de estruturas para elevar padrões de eficiência e segurança.
Segundo a Samarco, todas as autorizações e licenças ambientais necessárias para a retomada gradual já foram obtidas.
“Esse investimento foi pensado com visão de longo prazo e todo esse processo está sendo conduzido com rigor técnico, transparência e diálogo permanente com a sociedade, reforçando nosso compromisso com uma operação responsável, segura e inovada, aliada ao desenvolvimento sustentável dos territórios onde atuamos”, afirmou Rodrigo Vilela.
Retomada alinhada à responsabilidade
Paralelamente à retomada produtiva, a Samarco também mantém o compromisso com a reparação definitiva dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. A empresa assumiu integralmente as ações de reparação definitiva por meio do Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro de 2024. O Acordo ampliando a efetividade, a governança e a capacidade de entrega, e caminha em paralelo à retomada operacional.
“O Novo Acordo do Rio Doce é um compromisso que caminha em paralelo à nossa retomada operacional. Ele representa um avanço importante ao trazer mais clareza, segurança jurídica e efetividade às ações de reparação. Estamos trabalhando para implementar um conjunto de medidas que somam cerca de R$ 170 bilhões em recursos destinados à reparação e compensação, assegurando que esse processo aconteça de forma definitiva”, concluiu o presidente a Samarco.
