O candidato do MDB ao Senado por Minas Gerais, Arcanjo Pimenta, afirmou que não apoiaria um processo de impeachment contra ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a adoção da escala 5×2 no mercado de trabalho e disse que pretende manter diálogo com o governo federal, independentemente de quem vencer a eleição presidencial deste ano.
As declarações foram dadas durante entrevista ao Start 98 News. Pimenta é um dos 17 candidatos que disputam duas vagas ao Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026.
Contra impeachment de ministros do STF
Questionado sobre a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo, Pimenta se posicionou contra o que chamou de “atitudes radicais” contra a Corte.
O candidato afirmou que o STF deve ser fortalecido, mas defendeu mudanças na composição e no funcionamento do tribunal. Entre elas, propôs o fim dos mandatos vitalícios dos ministros, com períodos determinados entre 10 e 14 anos.
Para Pimenta, a mudança permitiria maior alternância na Corte. Ele argumentou ainda que, como os ministros são indicados pelo presidente da República, um mandato com prazo definido poderia contribuir para o equilíbrio entre os Poderes.
Pimenta defende escala 5×2
No debate sobre a jornada de trabalho, o candidato declarou ser favorável ao fim da escala 6×1 e à adoção do modelo 5×2.
Pimenta afirmou que sua própria empresa não funciona aos sábados e defendeu que os trabalhadores tenham mais tempo para descansar e conviver com a família.
Candidato diz que dialogará com Lula ou Bolsonaro
Sobre a disputa presidencial, Pimenta afirmou que o MDB não fechou apoio a nenhum dos principais nomes da eleição e defendeu que os filiados tenham liberdade para escolher seus candidatos.
Questionado sobre como se posicionaria no Senado diante de uma eventual vitória de Lula ou de Flávio Bolsonaro, Pimenta afirmou que não pretende adotar uma postura de oposição automática.
Segundo ele, um eventual mandato deve ser pautado pelo diálogo com qualquer governo eleito. “Eleição acaba nos 90 minutos. No dia 4 de outubro, a eleição acabou. Quem ganhou, ganhou”, declarou.
O candidato afirmou que, caso eleito, pretende conversar com o governo federal independentemente de sua orientação política e apoiar medidas que considere positivas para Minas Gerais.
Propag é melhor saída para Minas, diz candidato
Pimenta também defendeu o acordo de renegociação da dívida de Minas Gerais por meio do Propag. Para ele, o modelo atualmente adotado pelo Estado é a melhor alternativa disponível para enfrentar o passivo.
O candidato afirmou que a renegociação permite o pagamento em até 300 meses e destacou que não haverá juros, mas correção pela Selic.
Ele também defendeu a utilização de ativos estaduais no processo de abatimento da dívida e afirmou que Minas precisa equilibrar as contas para voltar a ter capacidade de investimento.
Segurança pública integrada
Na área de segurança, Pimenta defendeu maior integração entre as polícias Federal, Civil, Militar e as forças municipais.
Segundo o candidato, o compartilhamento de informações e a criação de bases de dados integradas são fundamentais para melhorar o combate à criminalidade.
Ele afirmou ser favorável à integração das forças de segurança, inclusive com maior participação federal.
Candidato quer aproximar Senado da população
Pimenta também criticou o distanciamento do Congresso em relação à sociedade e afirmou que pretende realizar plenárias e reuniões com municípios de diferentes regiões de Minas Gerais caso seja eleito.
Para o candidato, os senadores precisam atuar para além das disputas partidárias e ouvir diretamente as demandas dos municípios.
“Eu acho que o Congresso hoje tem um trabalho muito partidário. Eu acho que ele está distante da sociedade”, afirmou.
Arcanjo Pimenta é empresário, advogado e presidente do MDB Afro em Minas Gerais. A candidatura foi oficializada pelo partido em agosto, em substituição ao empresário Paulo Roberto.