O senador Ciro Nogueira (PP-PI) ficou fora das duas vagas do Piauí para o Senado nas Eleições 2026, neste domingo (4/10), e encerrará em janeiro de 2027 uma trajetória de 16 anos consecutivos na Casa. Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) foram eleitos para representar o estado. A derrota de Ciro ocorre em meio às investigações do caso Master, nas quais o senador é investigado por supostos pagamentos e benefícios recebidos de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Ciro nega irregularidades e afirma ser vítima de perseguição política.
Presidente nacional do Progressistas, Ciro ocupa uma cadeira no Senado desde 2011 e está no segundo mandato. Antes, foi deputado federal por quatro mandatos consecutivos, entre 1995 e 2011.
O senador também foi ministro-chefe da Casa Civil durante o governo Jair Bolsonaro (PL) e chegou a ter o nome citado como uma possibilidade para ocupar a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência nas Eleições 2026.
Marcelo Castro e Júlio César ficam com as vagas
As duas cadeiras do Piauí em disputa neste domingo foram conquistadas por Marcelo Castro, do MDB, e Júlio César, do PSD.
Com o resultado, Ciro deixará o Senado ao fim do atual mandato, em janeiro de 2027.
A derrota também tira da próxima composição da Casa um dos principais líderes nacionais do Centrão.
Investigações do caso Master
Ciro Nogueira também está entre os investigados no caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), Ciro teria recebido de Vorcaro pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil em troca de favores políticos para beneficiar a instituição financeira.
As suspeitas fazem parte de uma investigação e não representam uma condenação contra o senador.
O inquérito também apura festas no exterior com o banqueiro, hospedagens, viagens em jatinhos, uso de imóveis e despesas pessoais que teriam sido pagas por Vorcaro.
Ciro foi alvo de operação
Ciro foi alvo de busca e apreensão em 7 de maio, durante uma operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Raimundo Neto, irmão do senador, e Silva Nogueira Lima também foram alvos da operação.
Ciro Nogueira nega ter cometido irregularidades e afirma ser alvo de perseguição política.