As vitórias de governadores ainda no primeiro turno das Eleições 2026 fortaleceram nomes que podem ganhar espaço nas articulações para a Presidência da República em 2030. Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo, aparece entre os principais nomes da direita, enquanto Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito em Minas Gerais, e Sergio Moro (PL), vencedor no Paraná, ampliam a projeção nacional. Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, e Rafael Fonteles (PT), no Piauí, também saem fortalecidos das urnas.
Os resultados não significam que os governadores serão candidatos à Presidência daqui a quatro anos. As vitórias, porém, colocam os cinco à frente de estados importantes e ampliam o peso político deles para as próximas disputas nacionais.
Cleitinho ganha projeção nacional
Em Minas Gerais, Cleitinho chega ao Governo de Minas depois de uma candidatura marcada por mudanças antes mesmo do início oficial da campanha.
O senador chegou a anunciar que não disputaria o governo e teve o nome retirado da disputa pelo próprio partido. A candidatura acabou restabelecida após uma reviravolta interna.
Eleito senador em 2022 com 4,2 milhões de votos, Cleitinho chegou à disputa estadual com cerca de 11 milhões de seguidores nas redes sociais. Agora, assume o comando do segundo maior colégio eleitoral do país.
A vitória amplia a projeção do mineiro e oferece uma nova plataforma política para que participe das articulações nacionais da direita nos próximos quatro anos.
Tarcísio mantém força na direita
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas conquistou a reeleição no primeiro turno e reforçou uma projeção nacional que já existia antes da campanha.
O governador chegou a ser tratado como uma das principais alternativas da direita para disputar a Presidência em 2026, mas Jair Bolsonaro escolheu Flávio Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na eleição.
Com a reeleição, Tarcísio chegará a 2030 ao fim de dois mandatos consecutivos no Governo de São Paulo e sem poder disputar novamente o mesmo cargo.
O Palácio do Planalto é tratado por aliados como uma possibilidade para o próximo ciclo eleitoral.
Moro assume o Paraná
Sergio Moro também ganhou uma nova plataforma política ao vencer a eleição para o Governo do Paraná ainda no primeiro turno.
Ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Moro já havia ensaiado uma candidatura à Presidência em 2022. Ele abandonou o projeto e acabou eleito senador naquele ano.
Agora, deixa o Senado para assumir o comando do Paraná após derrotar também o grupo político do governador Ratinho Junior (PSD).
Raquel Lyra vence João Campos
Em Pernambuco, Raquel Lyra conquistou a reeleição no primeiro turno ao derrotar João Campos (PSB).
A vitória garante à governadora mais quatro anos no comando de Pernambuco e aumenta a influência dela dentro do PSD.
Assim como Tarcísio, Raquel chegará a 2030 ao fim do segundo mandato consecutivo e sem possibilidade de buscar uma nova reeleição para o governo estadual.
Rafael Fonteles é nome da esquerda
No campo da esquerda, Rafael Fonteles foi reeleito no primeiro turno para o Governo do Piauí e aparece entre os nomes que podem buscar maior projeção nacional nos próximos anos.
O petista já havia sido citado por Lula entre políticos que poderiam assumir maior protagonismo no campo governista no futuro. Na ocasião, o presidente também mencionou nomes como Camilo Santana, Rui Costa, João Campos, Guilherme Boulos e Fernando Haddad.
Fonteles terá agora mais quatro anos no Governo do Piauí para ampliar a projeção além do estado.
Outro nome que sai fortalecido é Camilo Santana (PT). Apesar de não ter disputado as Eleições 2026, o ex-governador do Ceará e ex-ministro de Lula participou das articulações que contribuíram para a vitória de Elmano Nascimento sobre Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo cearense.