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Mateus Simões defende política para TEA e detalha planos para saúde em agendas nesta segunda (24)

Por Igor Teixeira Rede 98
24/08/2026 17:40 Atualizado há 2 horas
(Foto: Divulgação)

O governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (24/8), que pretende criar, caso seja reeleito, uma política integrada entre saúde e educação voltada a crianças e famílias com Transtorno do Espectro Autista (TEA), doenças raras e outras neurodivergências. A proposta foi apresentada durante visita a uma escola inclusiva em Betim. Mais tarde, em Belo Horizonte, durante reunião com prefeitos, Simões recebeu o apoio do Cidadania e apresentou propostas para ampliar e descentralizar o atendimento de saúde em Minas Gerais.

A primeira agenda ocorreu na Escola Inclusiva Geny Carvalho Trindade, em Betim, que recebeu R$ 9,8 milhões do governo estadual por meio do programa Mãos Dadas. Segundo Simões, o modelo da instituição, que reúne educação e diferentes tipos de atendimento especializado, deverá servir de referência para uma eventual expansão da política no estado.

“Nós não temos hoje na rede pública uma escola especializada desse tamanho”, afirmou.

De acordo com o governador, a estrutura permite reunir, no mesmo espaço, acompanhamento pedagógico e atendimentos médico, psicológico, fisioterápico e fonoaudiológico para estudantes que necessitam de maior suporte.

Simões afirmou que um eventual segundo mandato terá atenção específica para alunos que precisam desses acompanhamentos durante a trajetória escolar.

“O próximo mandato vai ter um cuidado adicional em trilhas especiais para alunos que precisam de acompanhamento fisioterápico, fonoaudiológico, médico ao longo do seu percurso acadêmico”, disse.

Investimentos em Betim

Ao detalhar a parceria com a Prefeitura de Betim, Simões afirmou que as discussões relacionadas ao programa Mãos Dadas começaram em 2020, dentro do processo de municipalização das matrículas dos anos iniciais do ensino fundamental.

Segundo o candidato, mais de R$ 60 milhões foram repassados pelo governo estadual à Prefeitura de Betim para investimentos na rede municipal. Desse total, R$ 9,8 milhões foram destinados à estrutura da escola inclusiva.

Simões classificou a unidade como um possível “paradigma nacional” para a educação especializada e defendeu a ampliação de estruturas semelhantes.

Cidadania formaliza apoio a Simões

No período da tarde, durante reunião com prefeitos em Belo Horizonte, Simões também comentou a decisão do Cidadania de apoiar sua candidatura à reeleição.

O apoio ocorre apesar de o partido integrar uma federação com o PSDB, que está na chapa de Alexandre Kalil (PDT). O tucano Carlos Mosconi é candidato a vice-governador, enquanto Gustavo Galassi (PSDB) disputa uma das vagas ao Senado na chapa.

Simões afirmou que recebeu do Cidadania um documento com compromissos e classificou a adesão como um apoio “programático”.

“Não é apoio de conveniência. […] Esse apoio é um apoio ainda mais importante porque o Cidadania formalmente não faz parte da nossa coligação, por conta da federação da qual faz parte hoje”, declarou.

Simões promete ampliar UBSs e regionalizar atendimento

Ainda no encontro com prefeitos, o governador apresentou propostas para a saúde pública e afirmou que pretende ampliar a atenção básica e a oferta de serviços no interior.

Segundo Simões, 160 municípios ainda precisam ampliar a estrutura para que o estado alcance, de acordo com ele, cobertura em todas as cidades. O candidato afirmou que cerca de 400 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) já foram construídas e prometeu dar continuidade ao modelo de repasse direto de recursos às prefeituras.

“Quem cuida de saúde é UBS e agente de saúde. Hospital cuida de doença”, afirmou.

Simões também defendeu a manutenção da participação financeira do governo estadual no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo ele, o estado banca atualmente mais de 50% dos custos do serviço, enquanto os municípios respondem por aproximadamente 30%.

Na área hospitalar, o candidato prometeu avançar na regionalização dos atendimentos. Ele citou a implantação de novos serviços de hemodiálise, oncologia e unidades destinadas a cirurgias de média e alta complexidade.

De acordo com Simões, 11 novos centros de hemodiálise já foram criados e outros oito estão em implantação. O governador também afirmou que hospitais regionais que entram em funcionamento ao longo deste ano e no início de 2027 deverão acrescentar quase 2 mil vagas ao sistema de saúde.

Possíveis mudanças no governo

Durante a agenda em Betim, Simões também foi questionado sobre possíveis mudanças no comando da Secretaria de Governo e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Sobre a secretaria, o governador afirmou que uma mudança deve ocorrer e que pretende concluir a discussão ainda nesta semana. Atualmente, a pasta está sob responsabilidade de Juliano Fisicaro.

“A Secretaria de Governo sempre demanda a presença de um agente político”, afirmou.

Já sobre a Cemig, Simões evitou antecipar uma eventual alteração e disse que cabe ao conselho de administração da companhia fazer anúncios sobre mudanças na direção. Ele ressaltou, porém, que o presidente da empresa, Alexandre Ramos, é uma pessoa de sua “estrita confiança” e afirmou que, mesmo em caso de mudança, ele permaneceria na estrutura.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.