O candidato à reeleição ao governo de Minas, Mateus Simões (PSD), criticou os adversários que não participaram do debate da Record TV nesta segunda-feira (21/9). Em coletiva após o encontro, Mateus afirmou que, com exceção de Flávio Roscoe (PL), que está doente, as ausências demonstraram “falta de compromisso” com os eleitores e com o estado.
“Eu fico me perguntando onde é que eles estavam, porque o debate era aqui, né? Não é na Câmara nem no sofá onde eles estão nesse momento. E o mineiro precisa entender o que está acontecendo”, afirmou.
Mateus questionou diretamente as ausências de Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Patrus Ananias (PT). Ao falar do senador, criticou a atuação do adversário e mencionou o desempenho dele nas pesquisas. Sobre Patrus, voltou a relacionar o candidato ao governo de Fernando Pimentel.
“Onde é que estava o candidato que tem 30% nas pesquisas? Que não propõe nada além de gravar vídeo sobre buraco? Onde é que estava o candidato do Lula para pedir desculpa para o povo de Minas Gerais por tudo o que eles fizeram aqui em Minas Gerais, que destruiu o estado há oito anos?”, questionou.
Na sequência, Mateus afirmou que inicialmente interpretava as ausências como resultado de “medo”, mas mudou o termo.
“Eu entendo eles não virem porque não vêm por medo. O único que tem explicação para não ter vindo é Flávio Roscoe, que está doente. O resto não veio por… não vou dizer nem por medo, não. Não veio por falta de compromisso com o eleitor e com o estado que eles pretendem administrar”, disse.
Relação com Gabriel Azevedo
Apenas Mateus e Gabriel Azevedo (MDB) participaram do debate. Questionado sobre a relação com o adversário, o candidato do PSD afirmou que os dois se conhecem desde a passagem pela Câmara Municipal de Belo Horizonte e que nunca tiveram “grandes conflitos”.
“Gabriel é um homem de centro-esquerda, eu sou um político de centro-direita. Então, há temas em que a gente, obviamente, não concorda com a solução a ser dada. Mas nada que vire briga”, afirmou.
Mateus citou educação e saúde como exemplos das divergências apresentadas durante o debate. Segundo ele, a educação profissionalizante ocupa posição diferente nas propostas dos dois candidatos. Na saúde, afirmou priorizar o uso de tecnologia na atenção primária, enquanto Gabriel teria defendido maior investimento em pessoal.
“São divergências para o público julgar. Eu acho que esse é o tipo de divergência saudável, que permite ao público olhar e falar assim: ‘Bom, nós vamos em qual direção com essas duas propostas colocadas?'”, declarou.
Estratégia para o segundo turno
Mateus também foi questionado sobre a estratégia para a reta final da campanha. O candidato afirmou que pretende intensificar a participação de prefeitos e deputados na mobilização de eleitores.
“Eu sigo com a ativação dos prefeitos. Ninguém mais do que eles para saber o desastre que seria devolver esse estado para o PT de Patrus ou ser administrado por alguém que nunca administrou nada como o Cleitinho e que está cercado pelas piores pessoas”, disse.
Mateus afirmou ainda que uma pesquisa divulgada antes do debate apontava que mais da metade dos entrevistados não indicava espontaneamente um candidato. Ele defendeu que, nesta fase da campanha, o levantamento espontâneo ganha importância.
“Os meus prefeitos estão na rua nesse momento com os nossos deputados discutindo com a população o risco que significa escolher alguém que não está pronto ou alguém que já provou que estragou Minas Gerais”, concluiu.