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Flávio Bolsonaro diz que indicará ministros contra aborto e drogas ao STF se for eleito

Por Igor Teixeira Rede 98
18/08/2026 11:07 Atualizado há 4 semanas
flávio bolsonaro stf
Em agenda de campanha em Minas Gerais, o senador disse que busca uma relação institucional com o Judiciário e o Congresso (Igor Teixeira/98 News)

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (18/8) que pretende indicar quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) contrários ao aborto e à descriminalização das drogas caso seja eleito presidente. Em agenda de campanha em Belo Horizonte, o senador também disse que buscará uma relação institucional com o Judiciário e o Congresso Nacional e afirmou que quer “paz para governar”.

Ao comentar a relação entre um eventual governo e o sistema de Justiça, Flávio afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou interferências durante o mandato e defendeu um cenário diferente caso vença as eleições. Segundo ele, os futuros indicados ao Supremo deverão respeitar a Constituição e não utilizar decisões judiciais para “promover perseguição política”.

“Eu só quero paz para governar. Tenho convicção de que o próximo presidente da República vai indicar quatro ministros do Supremo. Vou indicar homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, respeitem a Constituição e não usem a caneta para promover perseguição política.”

O candidato também afirmou esperar um Congresso Nacional com maioria mais conservadora a partir de 2027. Segundo Flávio, esse cenário facilitaria a aprovação de propostas de seu eventual governo.

“Vai ser uma relação institucional muito positiva com o Congresso. Tenho certeza de que vamos conseguir aprovar muita coisa boa pensando no melhor para o povo brasileiro.”

Flávio diz que Lula está desgastado e aposta em união da direita

Durante a entrevista, Flávio voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador afirmou que o governo perdeu apoio popular e disse acreditar que o eleitorado se sente decepcionado com o presidente.

Segundo o candidato, a campanha enfrentará resistência por causa do sobrenome Bolsonaro, mas afirmou que pretende ampliar a presença nas ruas durante o período eleitoral.

“O povo está sofrido, está se sentindo traído pelo Lula. Ele acreditou nele pela última vez e agora não vai mais enganar ninguém.”

Flávio também afirmou que a eleição representa uma disputa entre dois projetos para o país e voltou a defender medidas como redução de impostos, endurecimento no combate ao crime e cortes de gastos públicos.

Na avaliação do senador, candidatos do campo da direita que hoje fazem críticas à sua candidatura deverão convergir em um eventual segundo turno para enfrentar Lula.

“Quando todos se conscientizarem da função de cada um nesse jogo, vai todo mundo remar para o mesmo lado, de resgatar o Brasil e evitar mais um governo do PT.”

Candidato volta a citar caso do INSS

Flávio Bolsonaro também abordou as investigações sobre descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O candidato prometeu proteger os beneficiários e responsabilizar envolvidos em eventuais irregularidades.

Durante a entrevista, Flávio também citou Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao comentar o caso. Sem apresentar provas, o senador levantou a hipótese de que ele teria participação nas irregularidades investigadas e afirmou que o filho do presidente seria responsabilizado caso haja comprovação.

“Ninguém vai tocar no contracheque dos aposentados. Vamos responsabilizar aquelas pessoas que tiveram a pachorra de roubar dinheiro de aposentado.”

Ao longo da fala, Flávio também afirmou que seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, terá papel importante na condução de medidas voltadas à proteção dos aposentados caso a chapa seja eleita.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.