Kalil é oficializado candidato em Minas, critica Propag e adia definição sobre apoio a Lula

Por Bruna Carmona Rede 98
26/07/2026 14:13 Atualizado há 24 horas
Alexandre Kalil
Alexandre Kalil será candidato ao governo de Minas (Foto: Alexandre Kalil 2026/Flickr/Divulgação)

Em convenção realizada neste domingo (26/7), o PDT oficializou a candidatura de Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais. Durante o evento na ALMG, Kalil colocou o foco da campanha em atrair votos, fez críticas ao Propag e evitou bater o martelo sobre apoio ao PT. Sobre as negociações com outros partidos, como o PSDB, ele afirmou que a condução política tem sido feita sem pressa e que a preocupação maior é com o voto.

“Nós estamos conversando com todo mundo com muita calma. Nós viemos até aqui com muita calma porque tratamos com gente de palavra, com gente correta”, afirmou.

Sobre a disputa

Questionado sobre a possibilidade de Cleitinho desistir da corrida eleitoral, Alexandre Kalil afirmou não ser um especialista, mas foi direto sobre a redistribuição do eleitorado.

“Acho que quando um candidato sai, sobra alguma coisa para alguém. Espero que sobre mais para mim do que para os outros”, disse.

Kalil afirmou, ainda, que é cedo para fazer qualquer constatação sobre a ausência de Cleitinho na disputa.

“Eu acho muito cedo, porque ele (Cleitinho) ainda tem muito tempo para resolver”, ponderou.

Críticas ao Propag

Um dos pontos centrais da fala de Kalil foi a crítica à condução econômica do estado, especialmente em relação ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Ele criticou a aceitação de um modelo que considera imposto sem discussão.

“Um Propag envelopado, pronto, entregue sem negociar. Você não pode, numa dívida de R$ 200 bilhões, não negociar essa dívida de um jeito que Minas volte a investir”, disse.

Kalil comparou a situação de Minas com outros estados, afirmando que o governo atual se vangloria de feitos básicos enquanto o estado carece de grandes obras.

“Enquanto São Paulo tá fazendo um túnel debaixo do mar, nós estamos nos gabando de grandes administradores porque pagamos uma folha de pagamento. Essa mediocridade nunca fez parte de Minas Gerais”, disparou.

Sobre seus projetos para o estado, ele foi enfático ao dizer que a renegociação da dívida é o pilar fundamental.

“Não existe plano sem dinheiro. Plano sem dinheiro é mentira”, afirmou. O candidato projetou uma postura agressiva em relação ao governo federal para resolver o impasse financeiro. “O primeiro plano é fazer o nosso comitê de crise pegar o avião e botar a bunda em Brasília”.

Sem definição sobre apoio ao PT

Sobre um possível palanque com o ex-presidente Lula ou um apoio em eventual segundo turno, o ex-prefeito de Belo Horizonte preferiu não antecipar cenários. Ele reiterou que qualquer decisão será partidária e que o foco atual é a largada da corrida eleitoral.

“É muito cedo e muito pretensioso falar em segundo turno quando você está lançando a candidatura e não começou nem a guerra do primeiro”, concluiu.

Com informações do repórter Igor Teixeira

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Bruna Carmona
Bruna Carmona
Editora multimídia, trabalha com jornalismo online há 15 anos. Escreve sobre a cidade, comportamento e tecnologia.