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‘O senador Cleitinho está de parabéns pela vitória’, diz Flávio Roscoe após eleição

Por Igor Teixeira • Rede 98
04/10/2026 21:46 Atualizado há 2 horas
(Foto: 98News)

O candidato ao Governo de Minas Flávio Roscoe (PL) reconheceu, neste domingo (4/10), a vitória de Cleitinho Azevedo (Republicanos) e afirmou que deixa a disputa satisfeito com o resultado alcançado. Em entrevista no comitê de campanha, Roscoe, que terminou a eleição em terceiro lugar, criticou as pesquisas eleitorais, atribuiu parte do desempenho ao movimento de voto útil na reta final e disse que, agora, trabalhará pela eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

“O senador Cleitinho está de parabéns pela vitória. Acredito que vai ter um grande desafio pela frente e agora o nosso papel é eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil. Vamos trabalhar e fazer tudo para que isso ocorra”, afirmou.

Roscoe disse que a terceira colocação já era identificada pelos levantamentos internos da campanha, apesar de, segundo ele, não aparecer da mesma forma nas pesquisas divulgadas durante a disputa.

“Recebo o resultado muito feliz. A gente falou o tempo todo que a gente estava em terceiro lugar. Nenhuma pesquisa apontava isso”, disse.

Roscoe aponta voto útil

Na avaliação do candidato, a reta final da campanha foi marcada por uma concentração de votos em torno de determinadas candidaturas. Roscoe atribuiu o movimento à tentativa de definir a eleição para o Governo de Minas ainda no primeiro turno.

“Na verdade, houve uma desidratação no final agora com a narrativa que foi criada de que era melhor ganhar no primeiro turno do que eventualmente dar um palanque para a esquerda no segundo turno”, afirmou.

Roscoe disse discordar dessa estratégia e avaliou que um eventual segundo turno em Minas poderia contribuir para a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

“Na minha leitura, não é verdade. O Flávio Bolsonaro vai ter um segundo turno e, se tivesse uma eleição aqui em Minas Gerais, ia ser melhor do que não tendo, porque esfria. Infelizmente, a narrativa foi criada, a narrativa funcionou, desidratou as outras candidaturas, não somente de direita, mas de esquerda também”, declarou.

Críticas às pesquisas

Roscoe concentrou parte da entrevista em críticas aos institutos de pesquisa. Segundo ele, os levantamentos publicados ao longo da campanha não conseguiram identificar o desempenho que sua candidatura apresentava nas urnas.

“Eu falei durante a campanha que, infelizmente, quem acredita em pesquisa acredita em Papai Noel”, afirmou.

O candidato citou especificamente a Quaest e disse que os levantamentos internos de campanhas adversárias também indicavam que ele ocupava a terceira colocação.

“A pesquisa Quaest nunca me deu mais de 5% em nenhum momento do processo eleitoral. Deu três, deu quatro. A todos os momentos, a gente já com 15 no tracking, dando cinco. Isso freia o candidato”, disse.

Para Roscoe, pesquisas eleitorais podem influenciar a decisão dos eleitores e, por isso, deveriam ser revistas.

“Elas acabam sendo um guia do eleitor. O eleitor direciona ali, às vezes, para fazer um voto. E, se a pesquisa não está espelhando a realidade, isso influencia efetivamente o resultado da eleição”, afirmou.

Ele também considerou que, em outro cenário, poderia ter concentrado o chamado voto útil.

“Caso essa dinâmica tivesse sido diferente, a história podia ser outra. Eventualmente, nós poderíamos ser o voto útil. Poderia ter sido outra narrativa”, avaliou.

Apoios dentro do PL

Roscoe afirmou ainda que enfrentou dificuldades dentro do próprio PL durante a campanha e lamentou não ter recebido o apoio de todos os correligionários.

“Tive, ao longo dessa trajetória, alguma dificuldade dentro dos próprios correligionários do PL, que acabaram não apoiando a nossa candidatura”, disse.

Por outro lado, agradeceu o apoio de Flávio Bolsonaro, do senador Rogério Marinho, de Nikolas Ferreira e de Bruno Engler durante a disputa.

Sobre Nikolas, Roscoe afirmou que o deputado representa “talvez o maior futuro do Brasil hoje”.

Futuro político

Questionado sobre os próximos passos, Roscoe afirmou que continuará à frente da entidade de classe que preside até o fim de dezembro. Depois, pretende avaliar a possibilidade de integrar um eventual governo.

“Vou avaliar depois do desfecho político se vai haver algum convite para participar do Executivo, que, na minha leitura, é onde eu posso contribuir para somar”, afirmou.

Caso isso não aconteça, Roscoe disse que pretende retornar à atividade empresarial.

“Sou empresário, minha atividade é empresarial, sempre trabalhei na vida associativa de maneira voluntária. Então, é uma experiência relevante. A gente aprende muito”, concluiu.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.