O presidente do Partido Novo em Minas Gerais, Christopher Laguna, afirmou que a declaração do candidato ao Senado Marco Antônio Superman de que o feminicídio “não existe” foi uma manifestação individual e não representa o posicionamento da legenda.
A declaração de Superman ocorreu em um evento em Belo Horizonte. Na ocasião, o candidato repetiu três vezes que o feminicídio não existe e defendeu a retirada do crime do Código Penal.
Ao ser questionado se o Novo compartilha da posição do candidato, Laguna classificou a declaração como uma “falha” e atribuiu parte da repercussão ao contexto e ao recorte do vídeo. “Para mim foi uma falha ruim num contexto ruim e num corte ruim”, afirmou.
Segundo Laguna, Superman tentou apresentar uma argumentação sobre o funcionamento da Constituição e das leis, mas a forma como a fala foi apresentada acabou gerando uma interpretação negativa.
“Obviamente foi uma fala do candidato específica dele, mas existe um contexto ali por trás que ele tentou justificar e a fala ficou ruim. Num corte ruim”, disse.
Apesar de defender o candidato, Laguna fez uma ressalva sobre a declaração. “Não precisava daquilo daquela forma”, afirmou.
O presidente do Novo também buscou diferenciar a fala de Superman das práticas adotadas pelo partido. Como argumento, citou a participação de mulheres nas estruturas da legenda e nos cargos conquistados em eleições.
“Fato na rua, Novo foi o partido que mais elegeu mulheres. Fato na rua, nós temos uma chapa com mulheres sobrando”, declarou.