O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) fez críticas ao PT neste sábado (29/8), durante um adesivaço na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ao ser questionado sobre a relação de Minas com o governo federal e uma eventual renegociação da dívida do Estado, o candidato afirmou que o partido não dialoga com quem pensa diferente e declarou que os petistas “já destruíram Minas Gerais e agora querem destruir o Brasil”.
“Não adianta falar que vai dialogar se o outro lado não quer dialogar. Eu vivi isso nos últimos quatro anos, enquanto presidente de entidade, e o PT simplesmente nunca ouviu o setor produtivo, nunca ouviu nenhuma das nossas sugestões, só fez aquilo que bem entendeu, que é para o projeto de poder deles”, afirmou Roscoe.
O candidato, que presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), elevou o tom das críticas e disse que, na avaliação dele, o PT não demonstra disposição para conviver politicamente com setores que divergem do partido.
“Não adianta a gente ter ilusão, porque eles não têm esse aspecto democrático como natureza. Para eles, quem está com eles é quem anda junto. Quem não está, é tolerância zero”, declarou.
Roscoe concluiu a resposta defendendo a saída do PT do comando do governo federal.
“É por isso mesmo que nós temos que trabalhar para tirar o PT do poder. Já destruíram Minas Gerais e agora querem destruir o Brasil. Aliás, estão a passos largos de conseguir”, disse.
Dívida de Minas
As declarações ocorreram após Roscoe ser questionado sobre a posição do candidato à Presidência Renan Santos (Missão), que esteve em Belo Horizonte na sexta-feira (28/8). Renan afirmou que, em um eventual governo, Minas só teria uma nova renegociação da dívida com a União mediante contrapartidas, entre elas reformas administrativa e previdenciária.
Roscoe não descartou as reformas, mas afirmou que qualquer condição precisaria ser analisada pelo Estado.
“Quando você vai renegociar, você tem que ouvir o outro lado. E, se for viável, nós vamos fazer. Se não for viável, nós não faremos”, afirmou.
O candidato do PL acrescentou que não pretende condicionar decisões do Estado à posição de quem estiver à frente do governo federal.
“A gente não vai subordinar os mineiros à decisão de quem quer que esteja lá no Palácio do Planalto”, disse.
Campanha pelo interior
Durante a agenda na Pampulha, Roscoe afirmou que tem intensificado as viagens pelo Estado e apontou segurança pública, condições das estradas e saúde como as principais reclamações que tem ouvido dos eleitores.
“A reclamação de segurança pública é básica, estradas também, saúde. São essas três principais queixas que, por onde você vai, você escuta”, afirmou.
Antes do adesivaço em Belo Horizonte, Roscoe esteve em Lagoa da Prata. Segundo o candidato, a programação segue pelo Triângulo Mineiro no domingo (30) e na segunda-feira (31). Ele retorna a Belo Horizonte na terça-feira (1º/9) e volta ao interior na quarta (2).
Roscoe também afirmou acreditar que estará no segundo turno e citou os apoios de lideranças do PL à candidatura.
“Nós temos certeza que vamos estar no segundo turno, que representamos a direita em Minas Gerais, temos o apoio do Flávio Bolsonaro, do Nikolas Ferreira, do Bruno Wendel, que são as maiores referências do PL aqui em Minas”, declarou.
Flávio Bolsonaro volta a Minas
Roscoe afirmou ainda que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltará ao Estado nos dias 10 e 11 de setembro, com compromissos previstos no Vale do Aço e no Norte de Minas.
Segundo Roscoe, Flávio deve visitar Minas pelo menos outras duas vezes até o fim da campanha. A previsão apresentada pelo candidato é de agendas posteriores no Triângulo Mineiro e no Sul de Minas, além do encerramento da campanha no Estado em Belo Horizonte.