O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, se emocionou durante uma reunião de transição de mandato com o secretariado de sua gestão nesta terça-feira (6/10). O encontro faz parte do processo de transição entre a atual gestão e o próximo governo estadual e passou a ser transmitido pelos canais oficiais do governo nas redes sociais.
Durante a reunião, Simões afirmou que o choro não está relacionado à derrota na eleição, mas ao receio de que mudanças na administração comprometam o trabalho realizado nos últimos oito anos.
“Eu não chorei nenhuma vez porque eu perdi a eleição. Não me emocionei no dia, e esse choro aqui tem menos a ver com eleição. Ele tem a ver com medo de destruição das coisas”, afirmou.
Segundo o governador, foram oito anos dedicados ao trabalho no governo de Minas. Ele disse temer que as mudanças feitas durante o período sejam desfeitas.
“São oito anos dedicados a tentar consertar esse Estado. E nós mudamos muita coisa. Tenho muito medo do que pode acontecer se isso for tocado de qualquer jeito”, declarou.
Simões ressaltou, no entanto, que o receio não representa uma desconfiança em relação ao governador eleito ou à equipe que assumirá o comando do Estado.
“Não é uma dúvida sobre o governo eleito. Todo meu respeito ao governador eleito e à equipe dele”, disse.
Ao explicar a emoção, Simões comparou o momento à sensação de um pai que precisa deixar o filho seguir seu próprio caminho. “É um medo de pai que está deixando o filho ir embora”, afirmou.
A transição ocorre após a eleição de Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o Governo de Minas. O senador foi eleito no primeiro turno neste domingo (4/10), com 54,92% dos votos válidos. Patrus Ananias (PT) ficou em segundo lugar, com 26,25%.
Cleitinho assume o comando do Estado em 1º de janeiro de 2027, para um mandato de quatro anos, até o fim de 2030. Ele deixa o Senado para assumir o Executivo mineiro.
Com a saída de Cleitinho, a cadeira dele no Senado será ocupada pelo primeiro suplente da chapa eleita em 2022, o empresário Alex Sandro Coelho Diniz. O mandato da chapa vai até 2031.