O candidato ao governo de Minas Patrus Ananias (PT) afirmou que pretende discutir a reestatização da Copasa caso seja eleito. A defesa foi feita durante discurso no ato de campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na praça da Estação, em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (21/8).
Patrus afirmou que votou contra a privatização da companhia e que pretende discutir a possibilidade de reestatização, mas ponderou que o processo dependerá das condições econômicas e jurídicas encontradas pelo próximo governo.
“Não será um passe de mágica”, declarou.
Patrus afirmou que uma eventual retomada do controle estatal poderia levar anos. Segundo ele, a primeira medida seria cobrar o cumprimento das obrigações assumidas pela empresa após a privatização.
O candidato também afirmou que pretende manter a Cemig sob controle do Estado.
Diante de apoiadores, Patrus também colocou entre as prioridades de uma eventual gestão a industrialização das riquezas minerais de Minas Gerais, a retomada do orçamento participativo e uma negociação com a União diante da dívida estadual.
Saúde e educação
Ao apresentar prioridades, o candidato defendeu maior integração entre União, Estado e municípios nas políticas de saúde e educação. Na educação, citou a implantação do Sistema Nacional de Educação e defendeu atenção desde a educação infantil até o ensino técnico e superior.
O candidato também afirmou que pretende fortalecer a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).
Patrus defendeu ainda a valorização dos servidores das duas áreas, com melhores salários e diálogo permanente entre o funcionalismo e o governo estadual.
“Nós precisamos de profissionais da educação, professoras, professores; na saúde, médicas, médicos, enfermeiras, enfermeiros, técnicos de enfermagem, bem remunerados, dignamente reconhecidos”, afirmou.
Segundo Patrus, a situação fiscal do Estado será um dos desafios para a execução das propostas. O candidato voltou a citar a dívida e defendeu uma negociação com a União para permitir investimentos estaduais.
Industrialização das riquezas de Minas
Outro compromisso apresentado foi ampliar o processamento e a industrialização de recursos produzidos em Minas Gerais. Patrus citou terras raras, lítio e nióbio e criticou a exportação de matérias-primas sem agregação de valor.
A proposta, segundo ele, é utilizar essas riquezas para estimular a indústria mineira, gerar desenvolvimento dentro do Estado e fortalecer a soberania nacional. O candidato também estendeu a ideia à produção agropecuária, com incentivo à agroindústria.
Patrus encerrou o discurso convocando os apoiadores a participarem da campanha e pediu votos para Lula, para as duas candidatas ao Senado e para os candidatos da coligação à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.