Augusto Cury (Avante) afirmou neste domingo (4/10) que não pretende continuar na política após o resultado do primeiro turno das eleições de 2026. O candidato à Presidência da República concedeu entrevista coletiva em Ribeirão Preto (SP), onde acompanhou a apuração ao lado da família e do vice em sua chapa, Júlio Delgado (Podemos).
Com 91,28% das urnas apuradas, por volta das 20h30, Cury tinha 2,93% dos votos, o equivalente a 3.177.653 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O candidato também evitou declarar apoio a Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. Cury afirmou que nem ele nem Júlio Delgado estão autorizados a falar em nome da chapa sobre apoio a qualquer candidato.
“Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande”, afirmou.
Cury disse respeitar o resultado das urnas, embora tenha admitido estar triste com a derrota. Para ele, a escolha dos eleitores mostra que a polarização continua tendo força no país.
O presidenciável também criticou o chamado voto útil. Segundo Cury, essa prática reduz a liberdade do eleitor de escolher entre diferentes propostas.
“A doença da polarização leva as pessoas a um superficialismo em relação à política de Estado”, afirmou.
Apesar do resultado, Cury agradeceu aos eleitores que apoiaram sua candidatura e disse aceitar a decisão tomada nas urnas. Para ele, “a beleza da democracia está na divergência, e não na unanimidade”.