O candidato ao Governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) criticou, nesta terça-feira (25), o déficit de policiais e defendeu uma revisão da previdência da categoria. A declaração ocorreu durante encontro com policiais militares da ativa e reformados, em Belo Horizonte.
Kalil afirmou que a segurança pública de Minas passa por um processo de desmonte e disse que pretende rever mudanças feitas na previdência policial. “O que nós prometemos para a Polícia Militar é uma revisão da previdência policial, é uma revisão de tudo o que foi feito de caso pensado, de desmonte da Polícia Militar”, declarou.
Segundo o candidato, a Polícia Civil tem déficit de 7.600 servidores e a Polícia Militar, de quatro mil. Para Kalil, a falta de efetivo facilita o avanço do crime organizado no estado.
“A Polícia Civil tem um déficit de 7.600 homens. E é a polícia mais mal paga do país. O crime organizado está avançado sobre Minas Gerais. A PM tem um déficit de 4 mil homens. Isso tem que mudar”, afirmou.
O candidato também classificou como “uma aberração” a situação do efetivo policial. Segundo ele, integrantes da reunião relataram que os policiais reformados já representam cerca de 55% do quadro da Polícia Militar.
Kalil critica fila para transplante
Na primeira agenda de campanha após o transplante de córnea realizado em 11 de agosto, Kalil também participou de uma entrevista à Record TV. Ele criticou o tempo de espera para transplantes de córnea pelo Sistema Único de Saúde em Minas Gerais.
Segundo dados citados pelo candidato, pacientes podem esperar mais de três anos pelo procedimento no estado. Kalil defendeu colocar os cinco hospitais regionais em plena capacidade e aumentar o atendimento médico no interior.
“Minas Gerais é o penúltimo lugar na fila da córnea do Brasil. Sergipe, Piauí, Maranhão, Ceará e São Paulo estão na frente de Minas Gerais. Então, isso tem um motivo: é abandono”, afirmou.
Crítica a Cleitinho
Durante a entrevista, Kalil também criticou a proposta de isenção do IPVA defendida pelo candidato Cleitinho Azevedo (Republicanos). Para ele, a medida comprometeria a arrecadação estadual e municipal.
“Nós não podemos sair por aí falando em tirar IPVA. É por isso que eu falo: Cleitinho precisa ter mais juízo”, disse Kalil. Segundo o candidato, o imposto representa R$ 13 bilhões para os cofres públicos, com parte da arrecadação destinada aos municípios.
Na área ambiental, Kalil relembrou a atuação como prefeito de Belo Horizonte durante as fortes chuvas de janeiro de 2020. Ele defendeu obras de prevenção e adaptação das cidades para enfrentar eventos extremos.
“A cidade foi destruída, e nós reconstruímos sem ajuda do governo estadual nem federal em seis meses”, afirmou. Kalil também disse que Minas precisa adequar as cidades aos novos padrões de chuva e evitar medidas que priorizem o fechamento de rios.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Victor Duarte