A inflação em Belo Horizonte subiu 0,1% na terceira quadrissemana de setembro, segundo levantamento da Fundação IPEAD. Apesar da variação moderada do índice geral, alguns produtos e serviços tiveram aumentos bem acima da média e pressionaram o custo de vida na capital.
O maior aumento entre os itens pesquisados foi registrado por torneiras, canos e materiais hidráulicos, que ficaram 8,78% mais caros. O resultado reflete a pressão do grupo de habitação, que avançou 0,81% na terceira medição do mês, impulsionado pelos encargos de manutenção residencial.
Entre os gastos mais presentes no dia a dia, a gasolina comum subiu 3,62%, enquanto a refeição fora de casa ficou 2,69% mais cara. O condomínio residencial teve alta de 1,63%.
Segundo Eduardo Antunes, gerente de pesquisa da Fundação IPEAD, a aceleração da inflação na terceira quadrissemana foi influenciada principalmente pelo grupo de alimentação. A variação passou de -0,01% na segunda prévia para 0,43% na terceira, com destaque para a alimentação fora de casa.
No acumulado de 2026, o IPCA-BH chega a 4,24%. Em 12 meses, a alta é de 4,55%.
Por outro lado, alguns produtos e serviços registraram queda de preços e ajudaram a limitar a alta do índice. Entre as principais pressões negativas estão os automóveis novos, as excursões e as festas de aniversário.
Inflação para famílias de menor renda
A pesquisa também acompanha o comportamento dos preços para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, por meio do IPCR-BH. Na terceira quadrissemana de setembro, o índice apresentou queda de 0,04%, enquanto havia registrado estabilidade na medição anterior.
Em 12 meses, o IPCR-BH acumula alta de 3,69%, abaixo da variação registrada pelo índice geral de preços ao consumidor em Belo Horizonte.
