O quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, é classificado como de “grande preocupação” pelo médico pneumologista Dr. Daniel Bretas. Segundo o especialista, a idade avançada do paciente, somada ao fato de a inflamação atingir ambos os pulmões, aumenta drasticamente o risco de insuficiência respiratória e queda na oxigenação, exigindo monitoramento hospitalar rigoroso.
À Rede 98, Bretas explica que a pneumonia em pacientes na faixa etária dos idosos é especialmente perigosa quando há fragilidade ou comorbidades associadas, como hipertensão e doenças respiratórias. “Nessa situação, esses pacientes têm um risco maior de evoluir com quadros de pneumonias mais graves”, explica o médico.
No caso de Bolsonaro, o diagnóstico de broncopneumonia bilateral (que compromete os dois pulmões) de provável origem aspirativa resultou em sintomas típicos e severos: febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. O tratamento atual foca no uso de antibioticoterapia venosa, hidratação e suporte clínico para compensar a saúde geral do paciente.
A “pior internação”
O senador Flávio Bolsonaro (PL/SP), após visitar o pai no Hospital DF Star, em Brasília, relatou que esta é a “pior internação” enfrentada pelo ex-presidente. Segundo ele, os médicos destacaram a grande quantidade de líquido encontrada nos pulmões. Flávio também associou o agravamento da saúde às condições de encarceramento na “Papudinha”, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão.
A equipe médica responsável pelo ex-presidente é composta pelo cardiologista Dr. Brasil Caiado, pelo Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor-geral do hospital, Dr. Allisson B. Barcelos Borges. Em fala a jornalistas na tarde desta sexta, Caiado também destacou a gravidade do quadro de Bolsonaro.
Restrições de Moraes
A internação está sendo acompanhada de perto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença de Michelle Bolsonaro como acompanhante e visitas dos filhos, mas impôs condições rígidas:
- Vigilância Policial: Agentes da Polícia Militar devem permanecer 24 horas de prontidão, inclusive na porta do quarto.
- Incomunicabilidade: Está terminantemente proibida a entrada de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico na unidade de saúde, com exceção de equipamentos médicos.
Confira a avaliação do Dr. Bretas:
